Cia de Dança Deborah Colker é a companhia criada pela coreógrafa em 1994, no Rio de Janeiro, e responsável por espetáculos como "Velox", "Rota", "Nó", "Cão sem Plumas" e "Sagração". A estreia aconteceu com "Vulcão", abrindo o festival O Globo em Movimento no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Em três décadas, a companhia passou a circular com frequência por teatros da Europa, da América do Norte e da Ásia e conquistou prêmios internacionais que mudaram o lugar da dança brasileira nesse circuito.
O que é a companhia
A Cia de Dança Deborah Colker mantém um elenco fixo e um repertório de 16 espetáculos, montados desde 1994. O conjunto soma mais de 2 mil apresentações em cerca de 168 cidades de 32 países, com público acumulado superior a 3,5 milhões de pessoas. A sede fica na Rua Benjamin Constant, na Glória, no Rio de Janeiro, onde também funciona o Centro de Movimento Deborah Colker. A direção executiva é de João Elias, responsável pela produção e pela dramaturgia de espetáculos recentes.
Como a companhia se tornou conhecida
O primeiro salto veio com "Velox", no ano seguinte à fundação. O quadro da parede de alpinismo, com bailarinos escalando uma superfície vertical, virou fenômeno pop e ajudou a transformar a companhia em presença frequente na imprensa e nos grandes teatros.
A consagração internacional veio com "Mix", criado para a Bienal de Dança de Lyon a partir da fusão de "Vulcão" e "Velox". Em 2001, a obra rendeu o Laurence Olivier Award de Outstanding Achievement in Dance, concedido pela Society of London Theatre. A companhia também apresentou trabalhos no Stopera Muziektheater, em Amsterdã, no Peacock Theatre, em Londres, e no New York City Center.
Um repertório de três décadas
- "Vulcão" (1994), espetáculo de estreia;
- "Velox" (1995), com o quadro da parede de alpinismo;
- "Rota" (1997), "Casa" (1999) e "4x4" (2002), frutos da pesquisa sobre corpo e espaço;
- "Nó" (2005), "Dínamo" (2006) e "Cruel" (2008), fase existencial da coreógrafa;
- "Tatyana" (2011) e "Belle" (2014), inspirados na literatura;
- "Cão sem Plumas" (2017), a partir da poesia de João Cabral de Melo Neto;
- "Cura" (2021) e "Sagração" (2024), montagens mais recentes;
- "Remix" (2026), que revisita cenas de quatro obras do repertório.
Prêmios e reconhecimento
Além do Laurence Olivier Award de 2001, a companhia recebeu o Prix Benois de la Danse de 2018, o mais importante da categoria, entregue em Moscou pela coreografia de "Cão sem Plumas". Em 2024, ao completar 30 anos, a Cia recebeu da ALERJ a Medalha Tiradentes e o reconhecimento como Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.
Como acompanhar e apoiar
A programação de turnês e temporadas é divulgada na agenda oficial, com a venda de ingressos por plataformas parceiras em cada cidade. A loja da companhia comercializa DVDs de espetáculos e aluguéis digitais de vídeos.
Quem deseja contribuir com a manutenção dos projetos pode aderir ao programa Entre em Cena, que organiza as contribuições em categorias nomeadas a partir do repertório, de "Rota" a "Belle", com benefícios exclusivos e possibilidade de incentivo fiscal para pessoas físicas e jurídicas. Os espetáculos da companhia têm patrocínio da Petrobras e do Instituto Cultural Vale.





