Coisas Nossas é o álbum de estreia do conjunto fundado por Carlos Didier, o Caola, em 1975. Gravado em 1980, o disco mergulha em Noel Rosa, Sinhô, Ismael Silva e na música de carnaval carioca.
Um grupo dedicado à velha guarda do samba
O conjunto foi criado por Caola ao lado do irmão, o maestro Aluísio Didier, e do percussionista Oscar Bolão. Naquele momento, boa parte da música jovem olhava para a guitarra e para o rock; o Coisas Nossas fez o caminho inverso e tratou o repertório das décadas de 1920 e 1930 como obra viva, e não como peça de museu.
Quem participou do disco
A formação registrada na gravação reúne músicos que depois seguiriam carreiras importantes, como o cavaquinista Henrique Cazes. Segundo o levantamento da Discografia Brasileira, o grupo contava com Zé Carlos no piano, Henrique Cazes no cavaquinho e banjo, Caola (Carlos Didier) no violão e na voz, Beto Cazes e Oscar Bolão na percussão, Aluísio Didier no piano e Dazinho no saxofone alto.
Entre as faixas está "Índios", assinada por Carlos Didier em parceria com Aluísio Didier e Oscar Bolão — uma composição própria dentro de um repertório predominantemente dedicado à velha guarda.
Shows e desdobramentos
O grupo também circulou por palcos cariocas em projetos que misturavam pesquisa e apresentação ao vivo. Em 1982, participou do show "Na boca do povo", ao lado de Marlene, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin. No ano seguinte, dividiu o palco com Araci de Almeida no projeto Seis e Meia, no Teatro Carlos Gomes, em noite dedicada a Noel Rosa.
O que este álbum representa
- Estreia em disco do conjunto fundado por Carlos Didier em 1975
- Repertório de Noel Rosa, Sinhô, Ismael Silva e carnaval carioca
- Registro de uma geração de músicos ligada à pesquisa do samba
- Faixa autoral "Índios", de Caola, Aluísio Didier e Oscar Bolão
Para quem é este disco
O álbum interessa a colecionadores de música brasileira, pesquisadores do samba e ouvintes que gostam de gravações feitas com critério histórico. É também uma forma direta de conhecer o lado músico de Carlos Didier, que costuma ser lembrado sobretudo como biógrafo de Noel Rosa.





