Negra semente, fina flor da malandragem: samba batucado do Estácio de Sá é o estudo publicado por Carlos Didier em 2022 sobre o núcleo de sambistas que mudou o ritmo do samba no fim dos anos 1920. O livro tem 410 páginas.
O samba que mudou o samba
No fim dos anos 1920, um grupo de sambistas do Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, alterou o ritmo e a maneira de cantar o samba. A turma reunida em torno de Ismael Silva criou um jeito novo de batucar, que daria base às primeiras escolas de samba e àquilo que hoje se reconhece como samba urbano carioca.
O livro se debruça sobre esse núcleo e sobre o ambiente em que ele floresceu, em uma pesquisa de longa duração.
O que Carlos Didier investiga
O autor acompanha a formação do samba desde nomes como Sinhô até a turma do Estácio — recorte que ele já havia apresentado em 1996, na palestra "A formação do samba: de Sinhô à turma do Estácio", na Casa Rui Barbosa, no Rio. No livro, a investigação ganha profundidade: personagens, canções, conflitos, a geografia do bairro e a relação do grupo com o rádio e com o nascente mercado fonográfico.
A escolha do título dialoga com a linguagem da época. "Negra semente" e "fina flor da malandragem" são expressões que remetem ao vocabulário do samba e à forma como esses artistas se apresentavam e eram apresentados.
O que o leitor encontra
- Estudo dedicado ao samba batucado do Estácio de Sá
- 410 páginas de pesquisa sobre a primeira geração do samba urbano
- Contexto histórico, personagens e canções do período
- Assinado por um pesquisador que também é músico
Para quem é esta leitura
O livro é indicado a estudiosos da música popular brasileira, historiadores, sambistas, professores e leitores que querem entender de onde vem o samba que ouvimos hoje. Também serve a quem já conhece a biografia de Noel Rosa escrita por Carlos Didier e procura o outro lado da mesma história: a turma que veio antes e ao redor do poeta da Vila.





