Conhori e as Icamiabas — Guerreiras da Amazônia reconta a lenda das mulheres guerreiras que teriam dado nome ao Rio Amazonas. Publicado pela Editora do Brasil em 2024, com ilustrações de Tainan Rocha, o livro coloca de um lado o homem europeu e suas navegações em busca de terras e riquezas e, de outro, as icamiabas, guerreiras indígenas que viviam em tribos só de mulheres.
A lenda que dá nome ao rio
Reza a lenda que o Rio Amazonas recebeu esse nome porque as icamiabas viviam às suas margens, comparadas pelas crônicas antigas às amazonas da Grécia Antiga. O livro parte desse mito para construir uma ficção histórica sobre o encontro entre os povos originários e os colonizadores, tratando o território amazônico como espaço de cultura milenar e não apenas de exploração.
Eliane Potiguara escreve para leitores jovens sem abrir mão da complexidade. A narrativa mostra a floresta como lugar habitado por povos de culturas milenares, com histórias e formas próprias de organização social.
Ficção histórica, colonização e protagonismo feminino
O título é indicado para leitura a partir dos 12 anos e trabalha assuntos como cultura popular, história do Brasil, feminismo e resistência indígena. A escolha de narrar a colonização pelo ponto de vista das guerreiras desloca o olhar habitual sobre o período e coloca as mulheres indígenas no centro da história.
As ilustrações de Tainan Rocha acompanham o tom de aventura e ajudam a sustentar a ambientação amazônica, em um projeto gráfico da coleção Cometa Literatura.
Reconhecimento
O livro foi finalista do Prêmio Jabuti 2025 na categoria Literatura Juvenil, ao lado de outras obras selecionadas pela premiação. O reconhecimento ampliou a circulação do título em escolas e bibliotecas, que passaram a incluí-lo em listas de leitura sobre povos originários e história do Brasil.
Para quem é indicado
Professores de história e de língua portuguesa, leitores jovens que gostam de ficção histórica e famílias interessadas em literatura indígena encontram no livro uma leitura que combina aventura, mitologia brasileira e debate sobre colonização.
Sobre a edição
A edição é da Editora do Brasil, com 40 páginas e projeto ilustrado. O título integra o catálogo de literatura juvenil da editora e pode ser encontrado em livrarias, lojas online e programas de distribuição escolar.





