Contra a realidade: A negação da ciência, suas causas e consequências aprofunda o lado mais sombrio do debate público que Natalia Pasternak passou a ocupar com intensidade na pandemia. Escrito com Carlos Orsi e publicado pela Papirus, o livro trata o negacionismo não como “diferença de opinião”, e sim como recusa de fatos bem estabelecidos ou de consensos científicos na ausência de evidências contundentes em contrário.
Em vez de apenas listar fake news, a obra examina por que pessoas e grupos negam realidade verificável — de terraplanismo a negação histórica e sanitária — e quais engrenagens psicológicas, políticas e midiáticas sustentam essa recusa. O texto conversa com o momento em que tratamentos sem comprovação e teorias conspiratórias disputavam espaço com vacinas e epidemiologia no Brasil e no mundo.
O que o leitor encontra
O livro interessa a quem quer entender o mecanismo, não só o exemplo do dia. Serve a leitores de ciência, educação, comunicação e política que lidam com desinformação no trabalho ou na família. Também complementa Ciência no Cotidiano: se o primeiro ensina a usar a razão no dia a dia, Contra a realidade explica o que acontece quando a razão é deliberadamente sabada por identidade, medo ou conveniência.
Lugar na obra de Pasternak
Para a trajetória da microbiologista, este título marca a passagem da popularização “amigável” para o diagnóstico de um problema civilizatório. É o volume natural para quem chegou a Natalia Pasternak pelas entrevistas sobre pandemia e quer a estrutura argumentativa por trás das falas na imprensa. A edição impressa e o ebook circulam em livrarias e na Amazon.
- Foco: negacionismo científico e suas consequências
- Tom: analítico, com exemplos públicos verificáveis
- Público: leitores de não ficção interessados em ciência e democracia
Não é manual de “como vencer discussão na internet”. É mapa de um fenômeno que afeta saúde coletiva, memória histórica e confiança nas instituições — exatamente o terreno em que Pasternak e o IQC atuam.



