Foto ilustrativa do produtor Cruz e Sousa

Projeto relacionado a:

Cruz e Sousa
Imagem promocional do produto Faróis

Faróis

Educação Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Livro póstumo de 1900, fase da doença e da pobreza, com Música da Morte e Litania dos pobres.

Faróis saiu em 1900, dois anos após a morte de Cruz e Sousa. É o livro da doença, da casa destruída e da pobreza vista de perto — não o estouro formal de 1893, e sim a poesia de quem já tinha publicado o essencial e continuou escrevendo contra o tempo curto.

Quem busca Faróis geralmente já conhece Broquéis e quer a fase seguinte. O título sugere luz no escuro. Os poemas entregam treva, música fúnebre, corpo doente e, no meio disso, uma das peças sociais mais citadas do autor: “Litania dos pobres”.

O que muda em relação a Broquéis

Em Broquéis prevalece o luxo verbal, o branco, o erotismo e o escudo formal. Em Faróis a linguagem continua simbolista — aliteração, sugestão, maiúscula — mas o assunto pesa mais. “Música da Morte” dá o tom: a morte deixa de ser figurino decadente e vira presença. “Meu Filho” e o ciclo de peças sobre o corpo (“Olhos”, “Boca”, “Seios”, “Mãos”, “Pés”, “Corpo”) mostram um poeta que já não disfarça a carne doente nem a perda.

A tuberculose, a loucura de Gavita e a morte dos filhos não precisam ser transformadas em lenda para se ler este livro. Elas estão no chão factual da década de 1890. Faróis é o volume em que essa biografia mais vaza para o verso, sem transformar o poema em diário.

Peças que sustentam a busca

  • Litania dos pobres: “Os miseráveis, os rotos / São as flores dos esgotos” — o Cruz e Sousa que a acusação de omissão racial não consegue apagar.
  • Música da Morte: a morte como matéria musical, não como decoração gótica.
  • Canção negra e o ciclo do corpo: o poeta que o simbolismo europeu não previa, escrevendo do Rio doente.

O índice das edições digitais atuais passa de “Recolta de Estrelas” a “Ébrios e Cegos”, com dezenas de poemas. Não é um folheto. É o livro póstumo que Nestor Vítor e o círculo de amigos ajudaram a fazer chegar ao papel.

Para quem comprar

Para o leitor que já atravessou Broquéis e quer a segunda voz. Para quem pesquisa a representação da pobreza e da raça na poesia simbolista. Para curso de Letras que não queira parar no soneto de antologia. Não é o melhor primeiro livro de Cruz e Sousa; é o melhor segundo.

Em domínio público, Faróis aparece sozinho ou em volumes que reúnem os três livros de verso. Se a compra for de um item só deste título, confira se o índice cobre o livro completo, não uma seleção. A leitura pede fôlego: o clima é pesado de propósito.

Onde Faróis se encaixa na obra

Depois de 1893, Cruz e Sousa não publicou outro livro em vida. Faróis é, portanto, o primeiro volume que o leitor encontra já sob o signo da ausência. Isso muda a leitura: não é o poeta em campanha de estreia, é o poeta cujo círculo de amigos precisou empurrar o manuscrito para o prelo.

Se a intenção for estudar a passagem do simbolismo “de joia” ao simbolismo de chão — pobreza, doença, filho, corpo — este é o livro certo. Se a intenção for só conhecer o autor, comece por Broquéis e venha a Faróis depois. Os dois não se repetem. Um inaugura; o outro aprofunda o preço de ter inaugurado.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Faróis.


O que você acha deste Projeto?

O projeto Faróis entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Faróis, talvez também queira conhecer outros projetos de Cruz e Sousa.

Ver perfil completo
Broquéis
Broquéis
Livro de versos de 1893 com que Cruz e Sousa inaugurou o simbolismo brasileiro, feito de sonetos de forma justa, sinestesia e tensão.
00%
00%
Missal
Missal
Poemas em prosa de 1893 em que Cruz e Sousa experimenta o missal laico, à maneira de Baudelaire, ao lado de Broquéis.
00%
00%
Últimos Sonetos
Últimos Sonetos
Coletânea póstuma de 1905 reunida por Nestor Vítor, com a voz final de Cruz e Sousa em sonetos como Cárcere das almas.
00%
00%