A edição de 2018, pela Summus Editorial, foi revista, atualizada e ampliada em comemoração aos 40 anos de profissão do autor. Mantém intactos os fundamentos que consagraram a obra — personagem, conflito dramático, ação, unidade e tempo dramáticos — e incorpora os assuntos que reorganizaram o audiovisual nas últimas décadas: roteiro para streaming, séries e seriados no Brasil e no mundo, webséries, games, realidade virtual e inteligência artificial.
Para quem o livro é indicado
Estudantes de cinema, rádio e TV, cursos de audiovisual, publicidade e letras encontram nele um percurso estruturado, do zero à versão final de um roteiro. Profissionais em atividade usam a obra como revisão de método e como ponte para as novas janelas de exibição e formatos, do episódico ao conteúdo para plataformas. Professores adotam o título como base de disciplina há décadas, o que ajuda a explicar a longevidade dos dois manuais do autor.
O que o leitor encontra
Em 720 páginas, o roteirista combina teoria e prática de oficina: examina como uma história nasce, como se transforma em argumento e como chega ao formato profissional, com atenção ao ofício de escrever para produção. É a sistematização de um método que nasceu antes nos seminários — e que o autor levou a universidades e escolas de cinema na Europa e na América Latina, incluindo a Universidade Autônoma de Barcelona e a Escola de Cinema e Televisão de Munique, onde foi o primeiro sul-americano a dar o curso.
Quem escreveu
Doc Comparato chegou ao roteiro vindo da medicina: formou-se na UFF, especializou-se em cardiologia em Londres e trocou a clínica pela dramaturgia no fim dos anos 1970. Como roteirista, assinou a primeira minissérie da TV Globo, Lampião e Maria Bonita, escreveu O Tempo e o Vento e trabalhou com Gabriel García Márquez em Me Alquilo para Soñar. Antes deste livro, publicou Roteiro (1982), considerado o pioneiro do gênero na América Latina — os dois títulos formam a dupla de manuais que atravessou gerações de profissionais.
Como o título se posiciona hoje
A versão de 2018 dialoga com um mercado em que as fronteiras entre TV, cinema e internet se dissolveram: o mesmo roteirista pode escrever para uma série de streaming, uma websérie ou um jogo narrativo. Para quem busca um caminho brasileiro de formação — em português e ancorado em quem escreveu para a TV em todas as suas fases — este é o ponto de partida mais citado no país. O livro está disponível em capa comum, novo ou usado, em livrarias e lojas online.



