"Mary Stuart" é o espetáculo que transformou Denise Stoklos em uma presença conhecida fora do Brasil. A montagem solo estreou em 1987 no Café La MaMa, em Nova York, e rendeu convites para outras duas apresentações na cidade — o início de uma circulação internacional que levaria a atriz a palcos de dezenas de países.
A personagem e a montagem
Mary Stuart, a rainha da Escócia, é uma figura histórica que atravessa séculos de teatro e literatura. Na versão de Denise Stoklos, a história da soberana é reduzida ao essencial: uma mulher em cena, o peso do poder e o caminho até a sentença final. A montagem integra o conjunto de solos em que a atriz investiga figuras femininas da história e da arte.
O espetáculo marcou também a consolidação das bases do Teatro Essencial, o método que Denise passaria a ensinar anos mais tarde na Universidade de Nova York. Em cena, poucos objetos, nenhum cenário extenso e toda a atenção concentrada no corpo e na voz da intérprete.
A publicação
O livro "Denise Stoklos in Mary Stuart" registra o texto da montagem, publicado em 1993 dentro da série de obras da autora. A edição circulou em tiragens limitadas e é procurada por leitores interessados em dramaturgia contemporânea e em teatro solo.
Por que ler
Para quem acompanha a obra de Denise Stoklos, o volume mostra como ela converte material histórico em dramaturgia de palco, sem depender de reconstituição cenográfica. Para estudantes de teatro, funciona como exemplo de adaptação de uma figura clássica a um formato solo — exercício em que a atriz é, ao mesmo tempo, autora, diretora e intérprete.
Exemplares aparecem em sebos, alguns autografados pela autora, e em acervos de bibliotecas universitárias com coleções de teatro.





