Contexto e proposta de Desaparecida
Desaparecida parte de um sumiço que desorganiza a rotina de uma escola. Numa manhã de segunda-feira, Iasmin Tordesilhas não aparece na aula, não responde ao celular e deixa os melhores amigos, Vanessa e Alexandre, preocupados. A procura começa ainda naquele dia e, a partir daí, nada mais volta ao normal.
Cada novo capítulo amplia a lista de perguntas: Iasmin foi sequestrada? Fugiu? Alguém está escondendo informação? As colegas hostis Rita Ofídia e Cobra Kahena parecem saber mais do que dizem, enquanto personagens simpáticos e esquisitos cruzam o caminho de Vanessa e Alexandre com versões que não fecham. Em 152 páginas, o romance juvenil de Luis Eduardo Matta, publicado pela Editora do Brasil em 2019, trabalha com manipulação, segredos e mentiras até revelar que quase nada é o que parece — exceto a amizade e a lealdade entre os três amigos.
O livro é uma leitura indicada para o público juvenil que gosta de suspense com personagens da própria idade, em que a investigação nasce de afetos concretos: a preocupação com uma amiga, a desconfiança de versões oficiais e a necessidade de agir mesmo sem certezas. A trama também abre espaço para conversas sobre reputação, boatos e a diferença entre aparência e verdade.
Para quem já conhece a série Detetive Cecília e quer um suspense juvenil em outro registro, Desaparecida funciona como uma ponte para o lado mais tenso da literatura para jovens produzida por Matta.





