Contexto e proposta de O Véu
O Véu é o thriller adulto que Luis Eduardo Matta publicou em 2009, pela editora Primavera. Com 560 páginas, o romance cruza o mercado de arte carioca e a geopolítica do Oriente Médio em uma trama de conspiração.
A história começa na Casa Quintanilha, tradicional leiloeira do Rio de Janeiro comandada por Araci Quintanilha. O leilão mais esperado do ano vai colocar em disputa uma tela a óleo misteriosa, chamada "O Véu", condenada por lideranças muçulmanas por retratar uma mulher seminua usando o véu islâmico. O quadro tem uma trajetória marcada por polêmica e tragédia: o pintor, Lourenço Monte Mor, morreu em um incêndio jamais esclarecido, e durante anos se acreditou que a obra tivesse sido destruída.
Quando o leilão é anunciado, Araci se vê arrastada para uma sequência de acontecimentos perturbadores. Segredos antigos parecem ligar o quadro ao assassinato, em 2005 na Arábia Saudita, de Abu al-Horiah, líder da Azadi, organização extremista dada como extinta — até começarem a circular rumores de que estaria se reorganizando sob o comando de Umm al-Hakika. A morte do intelectual iraniano Mohsen Khajepour, radicado na Suíça e assassinado em circunstâncias misteriosas no Brasil, embaralha ainda mais o tabuleiro. Ameaçada, Araci precisa fugir sem saber que tipo de segredo a pintura esconde.
O livro explora temas como o comércio de obras polêmicas, a manipulação política e as redes internacionais de terror, sempre com ritmo de suspense. Para o leitor adulto que acompanha a obra de Matta, O Véu é o título em que o autor mais aproxima a ficção de seus estudos sobre o Oriente Médio, iniciados em 1990.





