Contexto e proposta de Estrutura Fundiária e Dinâmica Mercantil: Alto Sertão da Bahia, Séculos XVIII e XIX
Estrutura fundiária e dinâmica mercantil: Alto Sertão da Bahia, séculos XVIII e XIX é o livro em que Erivaldo Fagundes Neves investiga como terra e comércio se combinaram para produzir a economia sertaneja. Publicado em 2005 por EDUFBA e UEFS Editora, o estudo analisa a formação das propriedades, a criação de gado, a produção de gêneros e a circulação de mercadorias entre o interior, o litoral e outras capitanias.
O autor mostra que o sertão não vivia isolado da economia colonial. Feiras, rotas de tropeiros e portos fluviais conectavam os criadores do alto sertão aos mercados da capital e de regiões vizinhas, e a riqueza acumulada nessas transações define hierarquias sociais que o livro destrincha com base em documentos de época.
Escravidão, hereditariedade e crédito aparecem como engrenagens desse sistema: a posse de terras e de trabalhadores escravizados media o acesso ao comércio, enquanto dívidas e heranças redistribuíam fortunas a cada geração. É a história econômica e social do sertão contada pelo miúdo, sem perder de vista o quadro geral do Brasil colonial.
A obra interessa a historiadores da economia e do mundo rural, a professores que ensinam a formação territorial da Bahia e a estudantes que buscam entender como se formaram as desigualdades regionais brasileiras. Serve tanto para leitura contínua quanto para consulta de dados e casos específicos em trabalhos acadêmicos.





