Contexto e proposta de Fonte Talavera de la Reina
A Fonte Talavera de la Reina, na Praça Montevidéu, em frente ao Paço Municipal de Porto Alegre, nasceu de uma homenagem da coletividade espanhola ao centenário da Revolução Farroupilha, em 1935. A ideia partiu do escultor e arquiteto Fernando Corona, que desenhou a obra; a execução ficou a cargo do ceramista talaverano Juan Ruiz de Luna, um dos mais conhecidos nomes da cerâmica espanhola.
O monumento combina azulejos em azul-cobalto e amarelo-ocre com uma estrutura de bacias sobrepostas e um painel com inscrições alusivas à colônia espanhola. A fonte identifica o marco zero da cidade e, por sua posição, acabou reorganizando o entorno: sua instalação envolveu mudanças na praça e a transferência de obras que ocupavam o local, em um trabalho que misturou arquitetura, urbanismo e decoração.
Ao longo das décadas, a Talavera passou por restaurações e episódios de depredação. Em 2000, foram recuperadas as pinturas e as vertentes quebradas; em 2008, a cuba superior foi substituída por peças vindas da Espanha, provocando polêmica por diferenças de cor e forma em relação ao original. A cuba antiga ficou exposta no subsolo do Paço Municipal. Hoje, a fonte segue como um dos símbolos mais visíveis do trabalho de Corona e da presença espanhola na formação cultural de Porto Alegre.




