A Fundação 1Bi nasceu do mesmo discurso de escala que Fabrício Bloisi usa nos negócios — só que voltado à educação pública e à redução de desigualdades. Criada em 2019 pelo empresário baiano, a organização sem fins lucrativos aposta em tecnologia para apoiar professores e estudantes, em vez de se apresentar como escola tradicional ou curso pago de liderança.
O que a Fundação 1Bi faz
A proposta pública é usar ferramentas digitais para ampliar oportunidades de aprendizagem, em diálogo com quem ensina. O braço mais citado é o AprendiZAP: solução digital gratuita de apoio pedagógico, com distribuição de conteúdos e atividades por canais de mensagens como o WhatsApp — formato pensado para caber na rotina real de professores e alunos, não só em laboratório de inovação.
A fundação se descreve como organização que combina tecnologia, inovação e impacto social na educação básica e no reforço de competências. Comunicados e reportagens ao longo dos anos mencionam alcance na casa de centenas de milhares de estudantes e professores em iniciativas apoiadas; números exatos variam conforme o recorte e a data da divulgação.
Para quem é
- Professores da rede pública que buscam materiais e apoio digital gratuito
- Estudantes e famílias que usam canais de mensagens no dia a dia escolar
- Gestores e parceiros de educação interessados em edtech com viés de impacto
- Quem pesquisa o lado social da trajetória de Bloisi além do iFood e da Prosus
Papel de Fabrício Bloisi
Bloisi é o fundador da Fundação 1Bi e, por anos, esteve à frente da governança como presidente. Em 2024, com a mudança de agenda para a Prosus, a presidência executiva da fundação passou a Kelly Baptista, segundo coberturas do terceiro setor; o executivo manteve ligação como fundador e conselheiro, alinhada ao discurso de “sonho grande” também na educação.
Em 2023, ainda como CEO do iFood, foi nomeado porta-voz do ODS 4 (educação de qualidade) no Pacto Global da ONU — função simbólica e de advocacy que reforça a associação pública entre sua marca e a pauta educacional. O iFood, por sua vez, anunciou-se como mantenedor oficial da fundação, conectando o braço social ao ecossistema empresarial que Bloisi ajudou a construir.
Como se diferencia de curso ou mentoria
Não se trata de programa comercial de formação de CEOs nem de mentoria paga com promessa de resultado. A Fundação 1Bi opera como OSFL: o acesso central anunciado é gratuito para o público-alvo educacional, e a sustentabilidade depende de mantenedores, parcerias e estrutura de governança — não de checkout de lançamento.
Quem chega buscando “curso do Fabrício Bloisi” encontra outra coisa: um projeto institucional de impacto, com site próprio, transparência de conselho e narrativa de tecnologia a serviço da sala de aula. Palestras e masterclasses avulsas do executivo em eventos de negócios existem no circuito de mercado, mas não substituem nem se confundem com a fundação.
Como acessar
O ponto de partida é o site oficial fundacao1bi.com.br, onde a organização apresenta programas, parceiros e canais de contato. Redes como o Instagram @fundacao1bi publicam atualizações de iniciativas e bastidores de projetos educacionais. Não há preço de prateleira estável a listar: o uso principal comunicado é gratuito para educadores e estudantes no escopo das ferramentas.
Por que importa no perfil da autoridade
Sem a Fundação 1Bi, a biografia de Bloisi ficaria quase só no eixo marketplace e holding. Com ela, aparece a tensão que o próprio executivo cultiva em entrevistas: construir empresas bilionárias e, ao mesmo tempo, falar de educação em escala de milhão de pessoas. O leitor decide se vê coerência ou branding; o fato verificável é a existência da OSFL, o mantenedor iFood e a trajetória pública de Bloisi no tema desde 2019.


