Gurungás é a seleta de sonetos que Dário Teixeira Cotrim publicou em 2004. Quem conhece o autor pelos livros de história pode se surpreender ao encontrá-lo aqui como poeta: o mesmo pesquisador que reconstituiu a memória de municípios mineiros e baianos aparece nestas 72 páginas de versos.
Contexto e proposta
O livro mostra uma dimensão pouco lembrada da produção de Cotrim: a poesia. A seleta reúne sonetos, forma clássica que exige métrica e rima disciplinadas — exercício que dialoga com o rigor documental do trabalho dele como historiador.
Na capa, o autor lista as instituições a que está ligado, entre academias de letras e institutos históricos, o que situa Gurungás no contexto da produção literária regional do Norte de Minas.
A escolha do soneto
O soneto é uma das formas mais tradicionais da língua portuguesa, com raízes na poesia clássica e presença constante na literatura brasileira. Ao optar por ele em uma seleta inteira, o autor se posiciona em uma linhagem que valoriza a forma fixa e o trabalho de linguagem, em contraste com a poesia de verso livre que dominou boa parte do século 20.
Para leitores acostumados ao trabalho histórico de Cotrim, o livro permite ver como o mesmo olhar atento aos detalhes se traduz em poesia.
Para quem é este livro
A obra interessa a leitores de poesia brasileira, especialmente de sonetos, e a estudiosos da produção literária de Minas Gerais. Também é um título procurado por quem coleciona a obra completa de Cotrim e quer entender como as duas faces do autor — o memorialista e o poeta — se relacionam.
Por que a obra ainda é procurada
Edições pequenas de poesia regional costumam desaparecer rápido das livrarias, e Gurungás é um exemplo disso: o exemplar circula em sebos, às vezes com dedicatória e assinatura do autor. Para bibliotecas e coleções dedicadas à literatura mineira, é um título que ajuda a documentar a produção poética da região.
Onde encontrar
Publicado em 2004, o livro não é mais distribuído em livrarias. Quem procura o título costuma recorrer a sebos e a acervos de bibliotecas, e a consulta presencial é a forma mais direta de acesso. Para colecionadores, exemplares autografados aparecem de vez em quando no mercado de usados.
Poesia e memória na mesma trajetória
Ler Gurungás junto com os livros de história do autor revela uma coerência: o mesmo interesse pelos detalhes, pelos nomes e pelas histórias guardadas aparece nos versos. Para quem pesquisa a produção literária do Norte de Minas, o livro é uma peça que ajuda a entender como a poesia circulava em uma região marcada pela tradição das academias de letras.
O livro também tem valor para pesquisadores de literatura que estudam a presença de formas fixas na produção contemporânea fora dos grandes centros. Sonetos publicados em tiragens pequenas raramente entram nas antologias, e a seleta de Cotrim documenta uma prática literária que resiste no interior do país.





