Dário Teixeira Cotrim escreveu a história de lugares que raramente entram nos livros: distritos extintos, municípios pequenos do Norte de Minas e a cidade baiana onde nasceu. Advogado de formação, nascido em Guanambi em 20 de outubro de 1949, ele se radicou em Montes Claros, ajudou a fundar o Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (IHGMC) e publicou dezoito livros até 2010 — entre estudos históricos, genealogias e uma seleta de sonetos.
O nome dele aparece em bibliografias, trabalhos acadêmicos e sebos quando o assunto é a formação do Norte de Minas ou a história de Guanambi. É também um dos articulistas que mantêm viva a crônica histórica na imprensa de Montes Claros, cidade onde dirigiu a Biblioteca Pública Municipal Antônio Teixeira de Carvalho.
Quem é Dário Teixeira Cotrim
Dário Cotrim, como é chamado com frequência, é um pesquisador que trabalha com documentos, jornais antigos, registros de cartório e relatos orais para reconstituir a trajetória de municípios, distritos e famílias. A obra dele circula em bibliotecas públicas, arquivos e coleções particulares e serve de base para quem estuda a ocupação do sertão baiano e do Norte de Minas.
Além dos livros, participou da criação e da direção de instituições de memória. Foi um dos fundadores do IHGMC, onde ocupa a cadeira 93, cujo patrono é Simeão Ribeiro Pires, e presidiu a entidade. Em 2010, recebeu o título de sócio emérito do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), reconhecimento pelo conjunto da produção como historiador.
De Guanambi para Montes Claros: a formação do memorialista
Filho de Ida Teixeira Cotrim e Ezequias Manoel Cotrim, Dário Teixeira Cotrim nasceu em Guanambi em 1949 e formou-se em Direito. A cidade natal foi o tema do seu primeiro livro, Guanambi: aspectos históricos e genealógicos, publicado em 1994, em que reuniu a formação do município e a trajetória das famílias que participaram dela.
Ao se estabelecer em Montes Claros, passou a pesquisar a história da região. Dessa fase vieram O Distrito de Paz do Gentio e a história sucinta de sua decadência (1997), Ensaio Histórico do Distrito de Serra Nova (2000) e História primitiva de Montes Claros (2002), publicado pela Editora UNIMONTES e citado em estudos sobre a cidade. Em 2014, reuniu diversos autores na antologia comemorativa do centenário da escritora montesclarense Yvonne Silveira.
A obra: história regional, memória e poesia
A produção de Dário Cotrim combina três frentes — a história de municípios e distritos, a genealogia e a poesia. Entre os títulos mais procurados por pesquisadores e leitores estão:
- Guanambi: aspectos históricos e genealógicos (1994);
- O Distrito de Paz do Gentio e a história sucinta de sua decadência (1997);
- Ensaio Histórico do Distrito de Serra Nova (2000);
- História primitiva de Montes Claros (2002);
- Gurungás (2004), seleta de sonetos;
- Idílio de Pórcia & Leolino (2005);
- O Laço Húngaro (2008);
- Memórias Históricas de Juramento (2015);
- Memórias Históricas de Glaucilândia (2016).
Boa parte desses títulos saiu em tiragens pequenas e hoje circula principalmente em sebos, o que torna a obra mais conhecida entre pesquisadores do que no grande público. É essa produção de base local que sustenta a leitura histórica da região — a mesma que aproxima o trabalho dele da literatura e da pesquisa histórica.
Academias de letras e institutos históricos
Dário Teixeira Cotrim integra um conjunto de instituições dedicadas à pesquisa e à preservação da memória:
- Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (IHGMC) — fundador, cadeira 93, patrono Simeão Ribeiro Pires, e presidente da entidade;
- Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG) — sócio emérito desde 2010;
- Academia Guanambiense de Letras — membro fundador;
- Academia Caetiteense de Letras — sócio correspondente.
Em parceria com o escritor Wanderlino Arruda, assinou o livro Elogio das Letras, voltado à valorização da produção literária regional.
Biblioteca, imprensa e presença pública
Antes de se dedicar integralmente à pesquisa, Dário Cotrim dirigiu a Biblioteca Pública Municipal Antônio Teixeira de Carvalho, em Montes Claros, e atuou como articulista em jornais regionais. Nas últimas décadas, manteve coluna no portal montesclaros.com, um dos principais veículos de informação da cidade, e participou de entrevistas em programas de TV locais, como o Prosa e Cuia e o Conversa Fiada.
A presença constante na imprensa e em eventos de academias fez dele uma referência para quem busca dados sobre a história de Montes Claros e das cidades vizinhas.
Perguntas frequentes sobre Dário Cotrim
Quem é Dário Teixeira Cotrim?
Advogado, memorialista e pesquisador radicado em Montes Claros (MG), autor de dezoito livros até 2010 e um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros.
Onde nasceu Dário Teixeira Cotrim?
Em Guanambi, no sertão da Bahia, em 20 de outubro de 1949. A cidade natal foi tema do seu primeiro livro, publicado em 1994.
Quais são os principais livros de Dário Cotrim?
História primitiva de Montes Claros (2002), Guanambi: aspectos históricos e genealógicos (1994) e as Memórias Históricas de Juramento (2015) e Glaucilândia (2016) estão entre os títulos mais citados. A faceta de poeta aparece em Gurungás (2004), uma seleta de sonetos.
Qual é a relação de Dário Cotrim com Montes Claros?
Ele vive na cidade, ajudou a fundar o IHGMC, dirigiu a Biblioteca Pública Municipal e publica artigos na imprensa local sobre a história da região.






