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Jornal Nacional - Modo de Fazer

Livro
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Livro de 2009 em que William Bonner descreve o método de produção do Jornal Nacional e doa os direitos autorais à ECA-USP.

Quem quer entender como o telejornal mais visto do Brasil era montado por dentro não encontra a resposta só na bancada. Encontra no método. Jornal Nacional - Modo de Fazer, de William Bonner, nasceu no aniversário de 40 anos do JN, em 2009, para mostrar a engrenagem da edição diária: escolha de reportagens, critérios de abertura, ritmo de produção e o trabalho coletivo que o espectador quase nunca vê.

Não é romance nem autobiografia confessional. É um livro de ofício, assinado pelo então apresentador e editor-chefe do telejornal, com a presença de Fátima Bernardes na capa ao lado de Bonner. O autor destinou os direitos autorais à Escola de Comunicações e Artes da USP, ligação direta com a formação dele e com a formação de novas gerações de comunicadores.

O que o livro se propõe a explicar

A proposta pública da obra é descrever o “modo de fazer” do Jornal Nacional: como a redação organiza o dia, como as decisões editoriais se sucedem até o ar e quais rotinas sustentam um telejornal de grande audiência. Em vez de catálogo de reportagens famosas, o foco recai sobre processo, critério e bastidor profissional legítimo do jornalismo diário.

Para o leitor, isso tem valor prático e histórico. Prático, porque ajuda estudantes, jornalistas e interessados em mídia a enxergar o telejornal como construção coletiva, e não como sequência espontânea de notícias. Histórico, porque registra um momento em que Bonner já acumulava mais de uma década no JN e consolidava a dupla função de âncora e editor-chefe.

Para quem faz sentido

  • Estudantes de jornalismo, publicidade e comunicação social
  • Profissionais de redação, TV, rádio e produção de notícias
  • Pesquisadores de telejornalismo e história da mídia no Brasil
  • Leitores que querem compreender o JN além da imagem da bancada
  • Pessoas que acompanham a carreira de William Bonner e buscam a obra principal em livro ligada ao seu nome

Contexto na carreira de Bonner

Em 2009, Bonner já era o rosto consolidado do Jornal Nacional e exercia a editoria-chefe desde 1999. O livro surge, portanto, no auge da autoridade profissional dele dentro da TV Globo: não como produto de estreia, e sim como consolidação pública de um método de trabalho. A doação dos direitos à ECA-USP reforça o vínculo entre a carreira, a universidade e a formação em comunicação.

Quem chega ao livro depois da saída de Bonner do JN, em 2025, lê a obra com outra camada: ela documenta a fase em que ele ainda comandava o telejornal diário, antes da transição para o Globo Repórter. Continua sendo a principal publicação em livro associada ao apresentador e um ponto de entrada para discutir padrão editorial, linguagem de telejornal e rotina de redação.

O que esperar da leitura

O tom é de relatório de ofício com cara de bastidor: menos glamour de celebridade, mais descrição de decisões. Há espaço para entender a lógica de abertura, o peso da edição e a tensão entre velocidade e rigor que define o noticiário da noite. Não substitui um manual acadêmico completo de telejornalismo, mas oferece o olhar de quem esteve no centro da operação mais exposta da TV aberta brasileira.

Quem busca fofoca de celebridade ou diário íntimo tende a se frustrar. Quem busca método, memória profissional e o funcionamento de um telejornal de referência encontra o núcleo da obra. Essa diferença de expectativa é o melhor filtro antes da compra.

Como acessar

A edição de Jornal Nacional - Modo de Fazer circula no mercado editorial brasileiro e está disponível em livrarias e marketplaces, inclusive na Amazon. Vale conferir a edição exata e o estado do exemplar, especialmente em sebos e edições mais antigas, já que o lançamento original é de 2009.

Para quem estuda a carreira de William Bonner, o livro funciona como complemento natural à biografia profissional: a página da autoridade conta a trajetória; a obra aprofunda o ofício do JN. Juntos, eles explicam por que o nome de Bonner continua ligado não só à apresentação, mas à própria ideia de como se faz telejornalismo de massa no Brasil.

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