Contexto e proposta de Lilavati
Lilavati leva o leitor para uma aventura de origem indiana: nasce uma estrela na Terra — Lilavati, a formosa — e um oráculo prevê que a menina só encontrará a felicidade junto ao mar de Dravira, doze dias depois de completar doze anos, às doze horas exatamente. A partir daí, ela e o pai, Báskara, saem pelo mundo em busca do que foi anunciado.
Antes de chegar às livrarias, a história já circulava nos palcos: Bari levou Lilavati ao teatro em 1997. Anos depois, o texto virou livro e venceu o Concurso Agostinho de Cultura, em 2013, sendo publicado pela Editora Adonis. A edição tem 80 páginas e mantém o tom de narrativa de viagem, com enigmas, paisagens distantes e a tensão de um destino anunciado.
O livro dialoga com leitores que já passaram da fase dos primeiros textos: a trama trabalha a ideia de profecia e escolha sem abandonar o humor e a leveza. É uma leitura indicada para projetos de literatura infantojuvenil e para quem procura histórias que misturem aventura e referências culturais fora do eixo escolar mais comum.
Na bibliografia de Atilio Bari, Lilavati ocupa o cruzamento entre o autor de teatro e o escritor de ficção para jovens — o mesmo trânsito que aparece em Julgamento no Velho Chico e em A Fabulosa Companhia de Bardo Amarante. Para quem quer conhecer a produção literária dele, é uma das obras centrais.





