Contexto e proposta de Manual do Cara-de-Pau
Manual do Cara-de-Pau, ou É Fácil Falar Difícil é o livro em que Carlos Queiroz Telles usa a experiência de publicitário e jornalista para rir do idioma que se fala dentro das empresas, das repartições e das campanhas. Publicado pela Best Seller em 1991, o livro reúne gírias, jargões, eufemismos e vocabulários de diferentes áreas — a capa promete 2.000 termos e mais de 100.000 expressões para brilhar em 50 especialidades.
A proposta não é ensinar o leitor a falar difícil, e sim revelar o mecanismo: como o vocabulário técnico vira personagem, como o eufemismo disfarça o que não se quer dizer e como o marketing inventa nomes para tudo. O tom é de sátira, mas o material vem de quem conhecia o assunto por dentro — Queiroz trabalhou em agências desde 1957 e escreveu a peça Arte Final, de 1978, justamente sobre os bastidores da publicidade.
Para quem o manual foi escrito
O livro interessa a profissionais de comunicação, estudantes de publicidade e jornalismo, concurseiros e leitores curiosos sobre a língua que circula no mundo do trabalho. É também uma leitura de humor: a mesma veia cômica que o autor levou para peças infantis e para o manual Tirando de Letra aparece aqui em forma de dicionário satírico, organizado para consulta rápida e para leitura em sequência.
A edição disponível é a segunda, com 127 páginas, publicada pela Best Seller. Para quem estuda a linguagem do ambiente corporativo brasileiro ou simplesmente gosta de humor sobre a língua portuguesa, o título funciona como retrato de época e como repertório de expressões que envelheceram bem. A edição disponível na Amazon está no link de compra desta página.





