Minha Melhor Amiga apresenta Júlia e Clara, duas amigas de longa data que chegam aos 50 anos em momentos diferentes. Quando as filhas adolescentes das duas embarcam para um intercâmbio em Portugal, elas precisam lidar com a saudade e com o vazio deixado em casa. Decididas a surpreender as meninas, embarcam para a Europa e transformam a viagem em uma sequência de imprevistos.
O filme estreou nos cinemas brasileiros em 3 de setembro de 2026, com direção de Susana Garcia e distribuição da Paris Filmes. A história foi criada por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, que também assinam o roteiro com Andrea Batitucci, Luisa Capri, Patrícia Leme, Tati Bernardi e Susana Garcia. As duas atuam e produzem o longa, rodado no Rio de Janeiro, em Lisboa e em Sevilha.
Uma comédia sobre amizade na maturidade
O ponto de partida não é o romance, mas a amizade entre duas mulheres que já viveram casamentos, criação de filhos e mudanças de carreira. A chegada da adolescência das filhas funciona como gatilho para que ambas reconsiderem o que querem fazer com o tempo que passa a sobrar. A viagem à Europa é a desculpa narrativa para colocar essas questões em movimento.
O roteiro combina humor de situação com momentos de afeto, sem transformar o filme em manifesto. A amizade é tratada como relação central, não como consolo para a ausência de um par romântico. Essa escolha aproxima a produção de outras comédias brasileiras sobre mulheres maduras, mas com um recorte próprio: o foco está no vínculo entre as duas e na relação delas com as filhas.
Como o filme nasceu
A história foi inspirada nas experiências de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli em viagens com suas filhas adolescentes. A parceria entre as duas, que já trabalhavam juntas em outros projetos, resultou em um roteiro escrito a várias mãos e em uma produção da Paris Entretenimento. A escolha de Portugal e da Espanha como cenários permite explorar o choque cultural e o humor de duas brasileiras em situações inesperadas.
Bilheteria e recepção
Minha Melhor Amiga teve uma das maiores estreias de um filme brasileiro em 2026. No primeiro dia, ocupou 1.531 salas em 773 cinemas, o maior circuito de lançamento de um longa nacional até então, segundo dados publicados pela imprensa especializada. Em duas semanas, alcançou 3 milhões de espectadores, marca que a distribuidora esperava atingir apenas ao fim da temporada.
A receita ultrapassou R$ 100 milhões, segundo levantamento publicado em outubro de 2026. A crítica recebeu o filme de forma majoritariamente favorável, com elogios à química entre Ingrid e Mônica e à leveza com que o roteiro trata temas como solidão, envelhecimento e amizade. Parte dos críticos apontou contradições e previsibilidade, mas reconheceu a eficácia da comédia junto ao público.
Para quem o filme funciona
O longa é indicado para quem gosta de comédias sobre amizade feminina, maternidade e recomeços na maturidade. Também interessa a quem acompanha a parceria de Ingrid Guimarães com Mônica Martelli e a produção de comédias brasileiras voltadas ao grande público. Quem procura uma análise realista da vida em Portugal deve ajustar a expectativa: o país é cenário de aventura, não objeto de estudo.




