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Nó na Orelha

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Álbum de 2011 em que Criolo funde rap, samba-rock e afrobeat e lança faixas como Não Existe Amor em SP e Subirusdoistiozin.

Quando Nó na Orelha saiu em 2011, Criolo já tinha décadas de batalha e um primeiro disco no currículo. O que o segundo álbum fez foi abrir a porta: rap com banda, melodias que pedem escuta repetida e letras que nomeiam São Paulo sem romantizar a cidade. Disponível de graça na internet no lançamento, o disco virou ponto de virada da carreira e referência do hip hop brasileiro contemporâneo.

Produzido no eixo da Oloko Records, o álbum mistura rap, samba-rock, afrobeat e reggae. “Subirusdoistiozin” e “Não Existe Amor em SP” viraram cartões de visita; “Mariô”, “Bogotá” e “Freguês da Meia Noite” completam um repertório que vai do gritante ao intimista. A crítica nacional e estrangeira elogiou a variedade rítmica e a precisão das imagens urbanas — da periferia ao centro, sem touristicismo.

Por que o disco importa

No Video Music Brasil 2011 da MTV, Nó na Orelha venceu Álbum do Ano; “Não Existe Amor em SP” venceu Música do Ano; Criolo levou Artista Revelação. A performance com Caetano Veloso no VMB selou o reconhecimento além da bolha do rap. No Prêmio Contigo! MPB FM 2012, o disco foi melhor álbum de pop/rock. Esses marcos não são decoração: explicam por que a busca por Criolo ainda começa, em muitos casos, por este catálogo.

Os singles que antecederam o álbum — “Grajauex” e “Subirusdoistiozin”, com produção de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman — já apontavam a mudança de textura: guitarra, baixo, piano e trompete entrando no arranjo sem diluir a força da rima. O videoclipe longo de “Subirusdoistiozin” ajudou a viralizar a nova fase antes mesmo do disco completo circular.

Para quem é

  • Quem quer entender o hip hop paulistano dos anos 2010.
  • Ouvintes de MPB e samba-rock abertos a letras de periferia.
  • Quem conhece só o single e quer o disco completo em sequência.
  • Quem compara Criolo com contemporâneos da mesma geração de São Paulo.

Como encaixar no catálogo

Não é um “álbum de estreia disfarçado”: é o segundo disco de estúdio e o primeiro a circular de forma massiva. Ouça depois de Ainda Há Tempo para sentir o salto de produção; ouça antes de Convoque Seu Buda para ver a continuidade do projeto urbano; e use Espiral de Ilusão depois para perceber o quanto o artista recusa um único gênero. Se a pergunta for por onde começar em Criolo, Nó na Orelha responde com clareza e densidade.

O álbum permanece nas principais plataformas de streaming e em edições físicas quando disponíveis. A rota de compra e escuta digital abaixo leva à edição catalogada em lojas de música online.

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