O Assassino do Crucifixo é o livro que abriu a série do detetive Robert Hunter e apresentou ao público o autor Chris Carter. Publicado originalmente em 2009 com o título The Crucifix Killer, chegou ao português pela editora TopSeller em 2016 e funciona como porta de entrada do universo policial que consagrou o escritor.
A história começa quando o corpo de uma jovem é encontrado em uma casa abandonada, no meio da Floresta Nacional de Los Angeles. A vítima foi torturada, e na nuca traz gravada uma cruz dupla: a assinatura de um criminoso conhecido como o Assassino do Crucifixo. O detalhe muda o rumo da investigação porque esse assassino havia sido capturado e executado dois anos antes. Diante da possibilidade de um imitador — ou do retorno do verdadeiro culpado —, Hunter e o parceiro Carlos Garcia passam a reconstruir uma investigação que parecia encerrada.
Qual é o lugar deste livro na série?
É o primeiro volume da série Robert Hunter e, por isso, o ponto de partida natural para novos leitores. Nele, Chris Carter estabelece o tom que acompanha os livros seguintes: crimes violentos, trabalho de investigação da Divisão de Homicídios do LAPD e o uso da psicologia criminal para entender o comportamento dos assassinos. Também é aqui que o leitor conhece a dinâmica entre Hunter e o parceiro Carlos Garcia, dupla que atravessa toda a série.
Para quem é indicado?
O livro interessa a leitores de romance policial e thriller, especialmente quem gosta de tramas de perseguição a assassinos em série e de investigações conduzidas passo a passo, com interrogatórios, exames e deduções. Quem prefere acompanhar uma série desde o início encontra aqui a apresentação completa do detetive e do mundo em que ele atua.
O que esperar da leitura?
A narrativa acompanha a rotina de uma equipe de homicídios diante de um caso que mistura prova material, depoimentos e leitura de comportamento. A premissa do assassino que já foi executado adiciona uma camada de dúvida constante: a cada nova descoberta, a investigação precisa ser refeita. É essa estrutura que fez do romance um best-seller e abriu caminho para os demais títulos da série. A experiência do autor como psicólogo criminal aparece na forma como os interrogatórios e os perfis dos suspeitos são construídos, algo que se tornaria marca registrada dos livros seguintes. A série aberta por este romance já foi traduzida para cerca de 20 idiomas e fez de Chris Carter best-seller na Alemanha e no Reino Unido.





