O Rei de Keto é um dos romances centrais do ciclo africano de Antônio Olinto. Lançado originalmente em 1980 pela Editorial Nórdica, o livro retoma o interesse do autor pelo continente africano — tema que ele já havia explorado no ensaio Brasileiros na África, de 1964 — e leva para a ficção o universo do antigo reino de Ketu, ligado à tradição iorubá.
A obra ganhou novo fôlego em 2007, quando a Bertrand reuniu a produção africana do autor na Coleção Alma da África. O Rei de Keto é o volume 2 da coleção, com 350 páginas, e costuma ser apontado como o título mais representativo dessa fase.
Traduções e circulação internacional
O romance foi traduzido para o francês (Le Roi de Ketu, 1983), o italiano (Il Re di Keto, 1984), o inglês (The King of Ketu, 1987) e o sueco (1988). Essa circulação ajudou a projetar a literatura brasileira no exterior em um momento em que poucos romances nacionais chegavam a catálogos europeus.
Qual é o lugar do livro na obra do autor?
Antônio Olinto escrevia sobre a África a partir de uma experiência concreta de viagem e de imersão na cultura afro-brasileira — inclusive como Obá de Xangô no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia. O Rei de Keto é a expressão literária mais conhecida desse trânsito entre o Brasil e o continente africano.
Para quem já leu A Casa da Água e quer entender a outra metade da obra do autor, este é o caminho natural. Para quem se interessa por relações entre literatura e diáspora africana, o romance funciona como uma porta de entrada menos óbvia e mais específica.
Para quem é este livro
- Leitores de romance histórico e de ficção ligada à cultura africana.
- Estudantes de literatura brasileira e de relações Brasil-África.
- Pesquisadores da obra de Antônio Olinto e da Coleção Alma da África.
Como comprar
A edição da Bertrand Brasil integra a Coleção Alma da África e pode ser encontrada em livrarias online. Como o volume faz parte de uma série, vale conferir se o exemplar é o volume 2 e se a capa corresponde à edição atual. Edições antigas da Nórdica aparecem com frequência em sebos.




