Contexto e proposta de Os corpos e os dias
Os corpos e os dias é o primeiro livro de Laura Erber, lançado em 2008 pela Editora de Cultura. Antes dos romances e dos ensaios, foi na poesia que a autora firmou a entrada na vida editorial, com um volume que antecede em cinco anos o romance Esquilos de Pavlov.
O livro foi finalista do Prêmio Jabuti na categoria Poesia em 2009, no mesmo período em que a autora circulava entre o Rio de Janeiro, a pesquisa acadêmica e as artes visuais. O título aparece também em versão inglesa na capa, Bodies and Days, indicando a circulação internacional que a escrita dela teria nos anos seguintes, com textos publicados na revista britânica Granta e em antologias fora do Brasil.
Para quem acompanha a obra de Laura Erber, Os corpos e os dias funciona como ponto de origem: é o momento em que a atenção ao corpo, ao tempo e às pequenas coisas do cotidiano aparece de forma concentrada, antes de se desdobrar na prosa de ficção, nos ensaios sobre arte e nos livros ilustrados para crianças.
A edição de 2008 foi publicada pela Editora de Cultura, casa carioca com catálogo voltado à literatura e às ciências humanas. Exemplares do título são procurados por leitores de poesia contemporânea brasileira e por pesquisadores da obra da autora, que passou a ser estudada em universidades no Brasil e no exterior.
Quem chega ao nome de Laura Erber pelos romances ou pelos ensaios encontra aqui a matriz do trabalho: uma poesia de estreia que já mostrava a autora atenta às relações entre linguagem, memória e presença física. A leitura em sequência com O artista improdutivo e Pequenos fogos ajuda a perceber como a poesia continua informando a prosa e o pensamento da autora.





