Contexto e proposta de Revolução Africana
Revolução Africana é uma antologia organizada por Jones Manoel e Gabriel Landi Fazzio que leva ao leitor brasileiro textos de pensadores e dirigentes das lutas anticoloniais africanas. Publicada pela Autonomia Literária em 2019, dentro da coleção Quebrando as Correntes, a obra reúne materiais pouco difundidos no Brasil e propõe uma leitura do marxismo a partir das experiências africanas.
A seleção inclui textos de autores e líderes que pensaram a relação entre classe, raça, nação e imperialismo em contextos de dominação colonial, numa tradição marxista que se desenvolveu fora da Europa. A introdução, assinada por Jones, chama-se A luta de classes pela memória: raça, classe e Revolução Africana e situa o projeto editorial no debate sobre memória e emancipação.
A antologia foi lançada em 2019, ano em que Jones também deixou o magistério na Bahia para se dedicar à venda de livros e a cursos pela internet. Segundo a revista piauí, a obra havia vendido cerca de nove mil exemplares até outubro de 2020.
O livro interessa a leitores de história, ciência política e estudos pós-coloniais, além de militantes que buscam referências para pensar a luta contra o imperialismo no presente. A antologia não é um panorama neutro: é uma intervenção editorial que procura deslocar o olhar brasileiro para as lutas africanas e para autores que raramente aparecem nos currículos universitários.
A edição está disponível na loja da Autonomia Literária, no selo Quebrando as Correntes. Para quem acompanha a trajetória de Jones, o livro marca a passagem da divulgação em vídeo para a organização de um projeto editorial próprio, antes dos livros de autoria individual publicados em 2024.




