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Fruto Proibido

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Álbum de 1975 com Tutti Frutti, marco do rock nacional e ponto de virada na carreira solo de Rita Lee.

Em 1975, Rita Lee precisava de um disco que dissesse, sem meias palavras, que o rock brasileiro também podia ter mulher no centro do estrondo. Fruto Proibido, gravado com a banda Tutti Frutti e lançado pela Som Livre em 30 de junho daquele ano, virou esse documento: guitarras em evidência, letras de desejo e ironia, e uma cantora em plena reconstrução após a saída de Os Mutantes.

Quem busca o álbum hoje não procura só nostalgia de vinil. Procura o ponto em que a Rainha do Rock Brasileiro afirma autoria em formato de banda de rock — e deixa um repertório que ainda toca em rádio, bar e playlist.

Contexto de criação

Depois da demissão de Os Mutantes em 1972 e de um primeiro disco com Tutti Frutti de desempenho comercial mais discreto (Atrás do Porto Tem uma Cidade, 1974), Rita Lee e a banda mudaram de gravadora e de ambição. Saíram da Philips, assinaram com a Som Livre e chamaram o produtor americano Andy Mills — com experiência ligada a Alice Cooper — para comandar as gravações de abril de 1975.

O resultado saiu em junho: nove faixas que misturam glam rock, blues e pop rock com sotaque paulistano. O título já anuncia o programa — comer o fruto proibido como gesto de prazer e de desobediência.

O que ouvir no disco

O repertório equilibra hits de circulação longa e faixas de banda. “Agora Só Falta Você” e “Esse Tal de Roque Enrow” costumam abrir a porta para ouvintes novos; “Dançar Prá Não Dançar”, “Cartão Postal”, “O Toque”, “Pirataria” e “Luz Del Fuego” completam o arco de um álbum pensado como conjunto, não só como coleção de singles.

  • Rock de banda com Rita Lee no centro vocal e compositivo
  • Produção de Andy Mills e lançamento Som Livre em 1975
  • Faixas que se tornaram referência do rock nacional
  • Ponte entre a fase Mutantes e o pop posterior com Roberto de Carvalho

Por que o álbum importa na trajetória dela

Fruto Proibido é frequentemente listado entre os marcos do rock feito no Brasil. Para a biografia de Rita Lee, ele marca a reconstrução de carreira com identidade própria: menos o laboratório tropicalista de Os Mutantes, mais o rock de estrada e de rádio com atitude de diva que não pede desculpas.

O disco também fixa a parceria com Tutti Frutti — incluindo a presença de músicos como Luiz Carlini — como fase autônoma, anterior à consolidação pop dos anos 1980. Ouvir o álbum inteiro evita reduzir Rita Lee a um único hit ou a um único “momento” da história da MPB.

Para quem e como ouvir

Indicado a quem gosta de rock brasileiro, glam e pop rock dos anos 1970, e a quem quer entender a artista além do tropicalismo. Funciona como primeiro disco “solo de banda” na discografia de Rita Lee para ouvintes novos, e como reencontro obrigatório para quem só conhece a fase romântica-pop posterior.

O álbum está disponível em plataformas de streaming — inclusive no Spotify — e em reedições físicas conforme o catálogo de cada época. Ao buscar a edição, prefira a identificação clara Rita Lee & Tutti Frutti – Fruto Proibido (1975) para não confundir com coletâneas homônimas ou regravações isoladas.

Lugar na discografia

Entre Atrás do Porto Tem uma Cidade (1974) e Entradas e Bandeiras (1976), Fruto Proibido é o centro da trilogia Tutti Frutti de maior impacto simbólico. Depois viriam outros discos e a virada pop com Roberto de Carvalho; este, porém, permanece o cartão de visitas do rock de Rita Lee para muita gente — e o melhor argumento de que a Rainha do Rock Brasileiro não era só apelido de carinho.

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