Contexto e proposta de Rot wie Blut die Blumen
Rot wie Blut die Blumen, ou Vermelho como Sangue, as Flores, é o livro em que Erwin Kräutler descreve a rotina de um bispo no maior território eclesiástico do Brasil e a violência que cerca a disputa por terras na Amazônia. Lançado em 2009 pela editora Otto Müller, tem 180 páginas e integra a lista de obras que tornaram o autor conhecido no debate público europeu sobre o Brasil.
O título remete à expressão do próprio bispo sobre a beleza e o sofrimento da região do Xingu, onde flores vermelhas crescem em meio a conflitos que terminam em morte. O texto apresenta os adversários com que ele passou a lidar: políticos acusados de desmatamento ilegal, latifundiários, madeireiros e grupos que agem à margem da lei para ocupar áreas indígenas e de pequenos agricultores. Kräutler relata episódios de intimidação, o atentado que sofreu em 1987 e a morte de um de seus acompanhantes, além das ameaças que se intensificaram depois do assassinato da irmã Dorothy Stang, em 2005.
Mais do que um livro de denúncia, a obra discute como a Igreja Católica se posiciona diante da pobreza e da destruição ambiental, tema que atravessa toda a produção intelectual do autor. Leitores interessados na história recente do Pará, na questão agrária brasileira e no papel de religiosos em conflitos fundiários encontram no volume um documento pessoal e direto.
A edição é em alemão e circula principalmente no mercado editorial europeu, com exemplares disponíveis em sebos e livrarias internacionais.



