Contexto e proposta de Sambarás
“Sambarás” é o álbum em que Klébi Nori mergulha de vez no samba. Gravado entre março e julho de 2015 no Estúdio 185, em São Paulo, e lançado em 27 de janeiro de 2016 pela Dabliú Discos, o disco reúne doze faixas autorais — a maior parte assinada sozinha, com parcerias de Gian Correa, José Antônio Almeida e Raul Corrêa em parte do repertório.
A proposta do projeto é explícita: em vez de buscar uma releitura moderna do gênero, Klébi escolheu arranjos de feitio tradicional e um time de músicos ligado ao samba e ao choro paulista. Gian Correa assina os arranjos e o violão de sete cordas; Junior Pita toca o violão de seis; Maik Oliveira, bandolim e cavaquinho; Allan Abbadia, trombone; José Antônio Almeida e Marché, piano; Raphael Moreira e Adriano Busko, percussão e bateria, com Lael Medina na vassourinha. A produção artística é de Eduardo Gudin, compositor e produtor com longa estrada no samba de São Paulo.
As letras partem do cotidiano e da própria criação musical. “Samba na Manga” abre o disco dividindo autoria com Gian Correa; “Não é garoa” descreve um dia de tempestade na capital; “Crime do compositor” e “Samba mulher” tratam de ofício, desejo e disputa; a faixa-título, “No tempo desse verbo (Sambarás)”, encerra o álbum com um refrão que brinca com a conjugação do verbo sambar.
O lançamento marcou o retorno de Klébi à Dabliú Discos, gravadora do álbum de estreia de 1995, no momento em que a carreira fonográfica dela completava vinte anos. O álbum está disponível em versão digital na página oficial do selo no Bandcamp.



