Contexto e proposta de Sebastopol
Sebastopol reúne três histórias de Emilio Fraia que, lidas em sequência, funcionam como um romance. Publicado pela Alfaguara em 2018, o livro marca a estreia solo do autor depois de duas obras escritas em parceria e foi o título que consolidou o nome dele entre os ficcionistas brasileiros da década.
Os contos se organizam em três movimentos — "Dezembro", "Maio" e "Agosto" — e tratam de vidas que mudam de forma brusca:
- uma escaladora sofre um acidente no Everest que altera o rumo de sua vida e, anos depois, assiste a um vídeo de uma artista desconhecida que parece narrar a história dela;
- um homem de passagem por uma pousada desativada no centro-oeste brasileiro desaparece, e aos poucos o leitor conhece a vida pregressa dele;
- uma jovem e um velho diretor de teatro escrevem juntos a história de um pintor russo que nunca terminou uma de suas principais obras.
Juntas, as três narrativas subvertem a estrutura clássica do conto e da novela: são histórias dentro de histórias, com relações sutis que retornam de um texto para o outro e criam uma leitura em que nada é exatamente independente.
No ano seguinte ao lançamento, o conto "Sevastopol" foi publicado na The New Yorker, em tradução de Zoe Perry, e o livro ganhou edição em inglês pela New Directions. No Brasil, Sebastopol ficou em terceiro lugar no Prêmio da Biblioteca Nacional, foi finalista do Prêmio Jabuti e semifinalista do Prêmio Oceanos. A edição brasileira tem 120 páginas e está disponível em capa comum e e-book.



