Contexto e proposta de Signs of Life: Bio Art and Beyond
Signs of Life: Bio Art and Beyond é a antologia que Eduardo Kac organizou para a MIT Press em 2007, dentro da série Leonardo, e que se tornou uma das principais referências teóricas sobre bioarte. O livro parte de uma pergunta direta: o que acontece quando a arte deixa de representar a vida e passa a manipulá-la.
Kac reúne ensaios de pensadores como Barbara Stafford, Eugene Thacker e Dorothy Nelkin ao lado de textos sobre obras de artistas como George Gessert, Oron Catts e Ionat Zurr, Marc Quinn, Heather Ackroyd e Dan Harvey. A primeira parte discute cultura, estética e ética da biotecnologia; a segunda documenta trabalhos fundamentais do campo, incluindo o próprio GFP Bunny, de Kac.
A obra interessa a artistas, curadores, pesquisadores de arte contemporânea e profissionais de biotecnologia que queiram entender como laboratórios, tecidos vivos e códigos genéticos entraram no circuito dos museus. É leitura indicada para cursos de arte, filosofia e estudos de ciência e tecnologia.
Além de definir o campo, o livro registra um momento em que universidades, festivais e instituições passaram a debater os limites éticos de criar organismos com finalidade artística. Para quem acompanha a obra de Kac, a antologia organiza o vocabulário que ele mesmo ajudou a criar, como arte transgênica, plantimal e bio robótica, e mostra como esses conceitos circularam entre artistas e cientistas.




