Sou a mãe dela é o primeiro livro de Adriana Araújo, publicado pela Globo Livros em novembro de 2020. A obra reúne textos que a jornalista escreveu ao longo de quatro anos e conta, em primeira pessoa, a história da criação de Giovanna, sua filha, nascida com hemimelia fibular, uma síndrome ortopédica rara e grave.
A descoberta veio ainda na gravidez. A menina nasceu com os ossos das pernas e dos pés deformados e apenas dois dedos na mão direita. Perguntas como "mãe, eu sou deficiente?" e "mãe, se eu rezar muito, Deus vai fazer nascer dedos na minha mão?" atravessam o relato e explicam o tom do livro: nada de vitimização, e sim a busca por autoestima e respeito.
O que o livro conta
Ao longo de dezoito anos, Giovanna passou por dez cirurgias para poder andar com as próprias pernas. Adriana narra consultas, internações, culpas, medos e fraquezas, mas também o cotidiano de uma família que escolheu dizer sim à vida e à ciência. Os capítulos mostram a rotina entre hospitais e a luta diária contra rótulos, palavras que machucam e olhares de piedade.
Mais do que um relato médico, Sou a mãe dela é um livro sobre inclusão social. A autora defende que a diferença física não pode limitar a forma como uma criança se enxerga, e transforma a própria experiência em conversa pública sobre maternidade atípica e deficiência.
Para quem é a leitura
O livro interessa a mães e pais de pessoas com deficiência, a profissionais de saúde e educação que lidam com inclusão e a leitores de memórias e histórias reais. A edição da Globo Livros tem 228 páginas e integra a lista de biografias e histórias reais da Amazon, com avaliação média acima de quatro estrelas entre os leitores brasileiros.
Quem se identifica com o tema pode continuar a conversa no podcast Sou a Mãe Dela, lançado em 2025, em que a jornalista reencontra pessoas que participaram dessa caminhada.


