Em 1º de novembro de 2010, Adriana Araújo conduziu, ao vivo, a primeira entrevista concedida pela presidente eleita Dilma Rousseff depois da eleição. A conversa foi ao ar no Jornal da Record, emissora que naquele ano apostava na jornalista mineira para ancorar seu telejornal mais importante. Treze anos depois, ela assumiria outra bancada de rede nacional, desta vez no Jornal da Band.
Adriana Fátima de Araújo nasceu em Itabirito, no interior de Minas Gerais, em 18 de abril de 1972. Formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a PUC Minas, construiu uma trajetória que passa pelas três maiores emissoras do país, inclui coberturas internacionais e se estende, fora da televisão, a um livro e a um podcast sobre inclusão.
Quem é Adriana Araújo
Adriana Araújo é uma jornalista brasileira conhecida do grande público pela bancada de telejornais e pelo trabalho como repórter de política e economia. Desde 2023, é âncora do Jornal da Band ao lado de Eduardo Oinegue. Antes disso, passou quinze anos na RecordTV, onde apresentou o Jornal da Record em duas fases, foi correspondente em Nova York e assinou reportagens especiais na América Latina e no Japão.
Quem procura o nome dela costuma querer três respostas: onde assistir à jornalista hoje, como foi sua passagem pela Record e o que ela conta em "Sou a mãe dela", livro de 2020 que virou podcast em 2025. As três estão ligadas: a mesma profissional que acompanha o poder em Brasília é a que transformou uma experiência familiar em trabalho público sobre deficiência e inclusão.
Da redação em Belo Horizonte à TV Globo
A carreira começou em 1992, como repórter de economia do Diário do Comércio, em Belo Horizonte, enquanto cursava jornalismo. No mesmo período, atuava como editora de texto na TV Globo Minas. Em 1995, foi promovida a repórter da emissora e passou a ter matérias exibidas em rede nacional, no Jornal Nacional e no Bom Dia Brasil.
Em 2002, foi transferida para a TV Globo Brasília, onde se dedicou a política e economia no Jornal Hoje. Foi nessa fase que passou a cobrir o dia a dia do Congresso e do Palácio do Planalto, terreno que voltaria a frequentar anos depois nas bancadas da Record e da Band.
A década na Record
Em janeiro de 2006, Adriana Araújo foi contratada pela RecordTV para apresentar o novo Jornal da Record ao lado de Celso Freitas. Entre 2007 e 2009, comandou também o Entrevista Record, na Record News. Com a chegada de Ana Paula Padrão à bancada do Jornal da Record, em 2009, Adriana foi para Nova York como correspondente internacional.
Coberturas no Chile e no Japão
Em 2010, viajou ao Chile para acompanhar o resgate dos mineiros soterrados na mina de San José, cobertura que mobilizou o mundo. No ano seguinte, foi ao Japão para reportar o acidente nuclear de Fukushima. As duas missões ficaram entre as mais lembradas de sua passagem pela emissora.
Dilma, Londres e o Domingo Espetacular
Em novembro de 2010, conduziu a entrevista ao vivo com Dilma Rousseff, a primeira concedida pela presidente eleita a uma emissora de televisão. Em 2012, foi enviada a Londres para os Jogos Olímpicos e passou a integrar o time de apresentadores do Domingo Espetacular. Em março de 2013, voltou à bancada do Jornal da Record, novamente ao lado de Celso Freitas, onde permaneceu até 2020, quando foi transferida para o Repórter Record Investigação.
A saída da Record e a chegada à Band
Em 2021, Adriana Araújo deixou a RecordTV. Em entrevistas, descreveu a saída como um período difícil e relatou conflitos internos por causa da linha editorial do telejornal que apresentava, especialmente durante a pandemia de covid-19. Pouco depois, assinou com a Band.
Na nova casa, estreou em janeiro de 2022 como entrevistadora do Canal Livre, passou pela Rádio BandNews FM com o programa Entre Nós e apresentou o telejornal Boa Tarde São Paulo. Desde junho de 2023, está à frente do Jornal da Band, um dos telejornais mais antigos do país, no ar desde 1969.
O livro e o podcast "Sou a mãe dela"
Em 2020, Adriana publicou "Sou a mãe dela" pela Globo Livros. No livro, narra a criação da filha, Giovanna, nascida com hemimelia fibular, uma síndrome ortopédica rara que deformou os ossos das pernas e dos pés e deixou apenas dois dedos na mão direita. Ao longo de dezoito anos, Giovanna passou por dez cirurgias até poder andar com as próprias pernas.
O relato vai além da saúde: trata de autoestima, inclusão e dos rótulos que cercam pessoas com deficiência. Em 2025, o projeto ganhou uma segunda vida com o podcast Sou a Mãe Dela, produzido pela Trovão Mídia, no qual a jornalista reencontra pessoas que participaram dessa caminhada. Os episódios saem em áudio e em vídeo.
Prêmios e reconhecimento
- Medalha Francisco Homem Del Rey (2013): maior condecoração concedida pela Câmara Municipal de Itabirito, cidade natal da jornalista.
- Prêmio Esso de Jornalismo (2012): finalista com a reportagem "O Inferno de Potosí", gravada na Bolívia para o Domingo Espetacular, sobre as condições de trabalho nas minas de prata.
Vida pessoal e família
Adriana Araújo é casada desde 2005 com o jornalista Chico Zaidan Mendez. A filha, Giovanna, formou-se em medicina pela Unifesp em 2024. A história das duas, contada primeiro no livro e depois no podcast, se tornou uma das principais referências públicas da jornalista quando o assunto é maternidade atípica e inclusão de pessoas com deficiência.
Como acompanhar Adriana Araújo hoje
Além do Jornal da Band, Adriana mantém presença ativa nas redes sociais, onde publica trechos do telejornal, entrevistas e conteúdos sobre inclusão. Para quem quer acompanhar o trabalho dela:
- Jornal da Band, de segunda a sexta, na tela da Band.
- Instagram: @adrianaaraujo_.
- Facebook: adriana.araujo.jornalista.
- Podcast Sou a Mãe Dela: disponível nas principais plataformas de áudio e no YouTube.



