Travessia encerra a trilogia iniciada em A Casa das Sete Mulheres com a história de amor de Anita e Giuseppe Garibaldi. Lançado em 2017, o romance acompanha o casal em três países diferentes: no sul do Brasil, durante a Revolução Farroupilha, em Montevidéu, no cerco contra Rosas, e na unificação da Itália. São duas vidas que se cruzam em meio a batalhas e que se tornam símbolo de liberdade em dois continentes.
Quem foram Anita e Giuseppe Garibaldi
Giuseppe Garibaldi chegou ao Rio Grande do Sul como revolucionário e lutou ao lado dos farroupilhas. Anita, nascida em Laguna, deixou tudo para acompanhá-lo, incluindo o filho pequeno, e se tornou uma das figuras mais singulares da história sul-americana. Juntos, atravessaram fronteiras, exércitos e reviravoltas políticas, vivendo uma relação que a autora reconstitui sem romantizar o preço da escolha. O leitor acompanha as grandes batalhas históricas e as pequenas disputas do dia a dia, do acampamento militar à criação dos filhos.
O fechamento da trilogia
Para quem leu A Casa das Sete Mulheres e Um farol no pampa, Travessia funciona como o desfecho de um arco que começou com as mulheres confinadas na estância de Bento Gonçalves. A autora retoma o fio de Manuela e das personagens da família para mostrar o que sobrou do mundo construído nos dois primeiros volumes. O romance também amplia o cenário para o outro lado do Atlântico, levando a narrativa até a Itália que Garibaldi ajudou a unificar.
Para quem é
Leitores que gostam de ficção histórica com personagens reais, de romances de formação e de histórias de casais que atravessam o próprio tempo. Quem busca uma porta de entrada para a escrita de Letícia Wierzchowski encontra aqui a mesma prosa que fez a fama da autora: histórica na matéria, íntima na condução, com a política aparecendo sempre pela marca que deixa nas relações.





