Veneziano Vital do Rêgo é senador pela Paraíba e um dos nomes mais presentes na política paraibana das últimas três décadas. Reeleito em outubro de 2026 com 974.550 votos, o equivalente a 22,76% dos votos válidos, chegou ao Senado em 2019 depois de dois mandatos como prefeito de Campina Grande, um como deputado federal e dois como vereador na mesma cidade. Filiado ao MDB, foi o 1º vice-presidente do Senado Federal entre 2021 e 2025.
Antes de Brasília, foi em Campina Grande que a carreira se formou: duas eleições municipais vencidas, uma reeleição que garantiu oito anos no comando da cidade e três disputas proporcionais até a chegada à Câmara dos Deputados.
Origem e formação em Campina Grande
Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto nasceu em 17 de julho de 1970, em Campina Grande, em uma família com forte presença na política paraibana. É filho da ex-senadora Nilda Gondim e do ex-deputado federal Antônio Vital do Rêgo, e irmão do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho.
Estudou no Instituto São Vicente de Paula, no Colégio Virgem de Lourdes e no Colégio Imaculada Conceição antes de ser aprovado no vestibular de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em 1987. Com a eleição do pai para a Câmara dos Deputados, transferiu-se para o Centro Universitário de Brasília (CEUB), onde se formou advogado. É casado com Ana Cláudia Vital do Rêgo e tem dois filhos.
Vereador e as primeiras campanhas
A estreia em eleições aconteceu em 1992, pelo PST: candidato a vereador de Campina Grande, recebeu 301 votos e não se elegeu. Em 1996, já no PDT, venceu a disputa com 2.108 votos e assumiu o primeiro mandato na Câmara Municipal; em 2000, foi reeleito com 3.485 votos.
Nas duas eleições seguintes tentou subir de degrau: candidatou-se a deputado federal em 1998 e em 2002, e perdeu nas duas — 428 votos na primeira tentativa e 44.732 na segunda. A chegada a Brasília viria mais de uma década depois. No período, a filiação partidária mudou duas vezes: PST entre 1992 e 1993, PDT entre 1993 e 2004 e MDB a partir de 2004, sigla à qual voltaria em 2021 após uma passagem pelo PSB entre 2018 e 2021.
Dois mandatos como prefeito de Campina Grande
Em 2004, Veneziano venceu a eleição para prefeito de Campina Grande e derrotou Rômulo Gouveia no segundo turno. Quatro anos depois, foi reeleito, novamente em disputa com Gouveia, e comandou a cidade de 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2012.
Em 2011, um recurso de cassação apresentado por Gouveia foi rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral por falta de legitimidade, e o mandato seguiu até o fim. Os inquéritos que mais tarde chegariam ao Supremo Tribunal Federal têm origem nesse período na Prefeitura.
As campanhas que marcaram a trajetória até o Senado, em ordem:
- 1992 — candidato a vereador pelo PST, não eleito (301 votos);
- 1996 — eleito vereador de Campina Grande pelo PDT (2.108 votos);
- 2000 — reeleito vereador (3.485 votos);
- 2004 — eleito prefeito de Campina Grande;
- 2008 — reeleito prefeito;
- 2014 — eleito deputado federal (177.680 votos);
- 2018 — eleito senador;
- 2026 — reeleito senador (974.550 votos).
Deputado federal e as votações de 2015 a 2019
Em 2014, Veneziano voltou à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados e venceu com 177.680 votos, o segundo mais votado do estado e o mais votado em Campina Grande. No mandato, votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, contra a reforma trabalhista e a favor da abertura de investigação do então presidente Michel Temer, ambos os votos em 2017.
Em 2016, ainda no exercício do mandato, concorreu novamente à Prefeitura de Campina Grande e não foi eleito. Dois anos depois, filiou-se ao PSB e lançou-se pré-candidato ao Senado na chapa que tinha João Azevêdo como candidato ao governo do estado.
Senador desde 2019 e a vice-presidência
Eleito em 2018 com 24,63% dos votos válidos e a maior votação entre os candidatos ao Senado na Paraíba naquele ano, tomou posse em 1º de fevereiro de 2019. No primeiro semestre do mandato, votou contra o decreto das armas do governo Bolsonaro, em junho de 2019. Em 2022, disputou o governo da Paraíba pelo MDB e não venceu; como o mandato de senador dura oito anos, permaneceu na Casa até a eleição de 2026.
Na Mesa Diretora, foi eleito 1º vice-presidente do Senado Federal em 2021, com 40 votos, e reconduzido ao posto em 2023, com 66 votos, permanecendo no cargo até fevereiro de 2025. Em novembro de 2023, recebeu a insígnia de Grande Oficial da Ordem de Rio Branco.
Reeleição em 2026 e a nova legislatura
No pleito de 4 de outubro de 2026, Veneziano foi reeleito senador com 974.550 votos, 22,76% dos válidos, a segunda maior votação ao Senado no estado — atrás apenas de João Azevêdo (PSB), com 1.391.994 votos. No primeiro discurso após a vitória, publicado nas redes sociais, agradeceu os votos e prometeu seguir trabalhando pela Paraíba; na fala, resumiu a campanha como a disputa do "tostão contra o milhão".
O novo mandato, na legislatura 2027-2031, repete o alinhamento construído em 2018, quando Azevêdo disputou e venceu o governo do estado com Veneziano na chapa ao Senado. Agora, os dois voltam a dividir as duas cadeiras da Paraíba no Senado Federal.
Atuação no Senado e principais comissões
No Senado, Veneziano integra colegiados que vão da pauta jurídica à econômica. Desde fevereiro de 2025, é titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e da Comissão de Educação e Cultura (CE), e também ocupa assentos de titular em frentes parlamentares, entre elas a de Recursos Naturais e Energia. É ainda suplente em colegiados como a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
A agenda de emendas parlamentares é o eixo mais visível do mandato. O portal oficial do senador reúne o mapa dos recursos indicados por ele para cada município paraibano, com filtros por cidade, ano e órgão pagador, em áreas como saúde, infraestrutura, educação e assistência social.
Inquéritos no Supremo e resposta pública
Veneziano responde a inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ligados aos dois mandatos como prefeito de Campina Grande. Os procedimentos noticiados tratam de suspeitas de corrupção passiva, crimes de responsabilidade, irregularidades em licitações e lavagem de dinheiro; em um dos casos, a apuração envolve o desvio de R$ 10,3 milhões em serviços pagos a uma empreiteira que não teria executado as obras.
Em manifestação reproduzida pela imprensa, ele afirmou que, dos 28 processos abertos contra ele no STF, 19 foram arquivados "sem a comprovação, sequer indiciária" de participação em atos ilícitos, e atribuiu os inquéritos remanescentes a disputas políticas locais, originadas em denúncias da Procuradoria do Município de Campina Grande.
Canais oficiais e como acompanhar o mandato
Veneziano mantém um portal próprio, o Valeu Vené (valeuvene.com.br), com mapa de emendas, notícias, biografia, material de mídia e contato direto com o gabinete. O acompanhamento passa ainda pelo perfil oficial no portal do Senado Federal, pelo canal no YouTube, pelo Instagram @venezianovitalpb, pelo Facebook e pelo X (antigo Twitter) @venezianovital. O gabinete funciona no Anexo 1 do Senado, em Brasília.



