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Foto de perfil de Xuxa Meneghel

Xuxa Meneghel

Rainha dos Baixinhos

Nascimento: 1963 Rio de Janeiro, RJ
Apresentadora, cantora e empresária gaúcha que virou a Rainha dos Baixinhos: Xou da Xuxa, XSPB, cinema, fundação social e turnê O Último Voo da Nave.

Antes da nave, do batom na bochecha e do grito coletivo nas manhãs de sábado, havia uma gaúcha de Santa Rosa que virou monônimo no Brasil. Xuxa Meneghel — Maria da Graça Xuxa Meneghel — construiu uma das carreiras mais densas da televisão, da música infantil e do entretenimento latino-americano. Quem busca o nome dela raramente quer só uma ficha: quer entender como uma apresentadora, cantora, atriz e empresária moldou rotina, memória afetiva e indústria cultural ao mesmo tempo.

O apelido que o irmão inventou virou identidade jurídica e marca de geração. Da Rede Manchete à TV Globo, da expansão hispânica aos álbuns Xuxa Só para Baixinhos, da fundação social aos palcos de 2026 com O Último Voo da Nave, a trajetória cruza TV, discografia, cinema, filantropia e negócios. Este perfil reúne o que é público e verificável sobre quem é a Rainha dos Baixinhos e por que o nome ainda pesa décadas depois do primeiro Xou.

Quem é Xuxa Meneghel

Nascida em 27 de março de 1963 em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, Xuxa passou a infância no interior e, ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. O nome de batismo homenageia Nossa Senhora das Graças; o apelido “Xuxa” veio do irmão Bladimir e, em 1988, foi incorporado oficialmente ao registro. Descendente de italianos (com nacionalidade italiana reconhecida em 2013) e com raízes polonesas, alemãs e suíças, ela construiu carreira pública a partir do Rio e mantém presença consolidada na capital fluminense.

Ao longo de mais de quatro décadas, atuou como apresentadora, cantora, atriz, modelo, empresária e filantropa. A combinação de televisão diária, catálogo musical massivo e cinema de grande público a colocou entre as figuras de maior impacto na cultura pop brasileira e, nos anos 1990, entre as celebridades latinas com maior projeção internacional.

Da passarela ao Clube da Criança

A entrada no entretenimento veio pela moda. No fim dos anos 1970 e início dos 1980, Xuxa estampou dezenas de capas de revista e integrou a Ford Models, com trabalhos no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Em 1982, estrelou o cinema e, em 1983, aos 20 anos, aceitou apresentar o Clube da Criança na Rede Manchete — formato que misturava desenhos, brincadeiras e música e a afastou da carreira exclusiva de modelo.

O sucesso na Manchete atraiu a TV Globo. Em 30 de junho de 1986 estreou o Xou da Xuxa, programa diário que redefiniu o matinal infantil brasileiro: entrada de nave, “marquinha” de batom, “xuquinhas”, bordões de incentivo e uma estética que viraria clichê de geração. O Xou ficou no ar por cerca de seis anos e meio e consolidou o título informal de Rainha dos Baixinhos.

Música, discos e o fenômeno XSPB

Paralelo à TV, a discografia virou império. Álbuns ligados ao Xou da Xuxa bateram recordes de vendas no Brasil; o volume 3 da série chegou a ser apontado como o mais lucrativo do gênero infantil no Guinness. Hits como Ilariê, Doce Mel, Dança da Xuxa, Abecedário da Xuxa e Parabéns da Xuxa atravessaram décadas de rádio, festa infantil e memória coletiva.

A partir de 2000, a série audiovisual Xuxa Só para Baixinhos (XSPB) renovou o vínculo com o público pequeno: clipes, repertório sensorial e álbuns que renderam certificações altas e dois Grammy Latino na carreira musical. No total público consolidado, a artista ultrapassa dezenas de milhões de cópias vendidas em estúdio e vídeo, com presença também no mercado hispânico desde o fim dos anos 1980.

  • TV: Clube da Criança, Xou da Xuxa, Xuxa Park, Planeta Xuxa, TV Xuxa, Xuxa Meneghel e Dancing Brasil, entre outras atrações.
  • Música: dezenas de álbuns de estúdio, expansão em espanhol e a franquia XSPB.
  • Cinema: bilheterias expressivas em títulos como Lua de Cristal e Super Xuxa contra Baixo Astral.
  • Negócios e causas: marca pessoal, produtos licenciados, ativismo animal e defesa de direitos de crianças e adolescentes.

Cinema e a expansão internacional

No cinema, Xuxa liderou longas de apelo familiar que, mesmo com críticas mistas, somaram dezenas de milhões de espectadores no circuito nacional. Lua de Cristal (1990) é o marco de bilheteria mais citado, com milhões de ingressos. No começo dos anos 1990, a carreira atravessou fronteiras: programas na Argentina (El Show de Xuxa), na Espanha (Xuxa Park) e versão em inglês nos Estados Unidos, além de cobertura da imprensa internacional e presença na lista da Forbes entre celebridades bem remuneradas — pioneirismo latino-americano naquele ranking.

A rotina de gravar em mais de um país ao mesmo tempo, somada a problemas de saúde, impôs freios. Após a morte de Ayrton Senna, em 1994, ela reorganizou prioridades, reduziu o ritmo no exterior e reforçou a presença no Brasil com Xuxa Park e, depois, Planeta Xuxa, já dialogando também com o público adolescente que cresceu com o Xou.

Fundação, causas e o livro Memórias

Em 1989 nasceu a Fundação Assistencial Xuxa Meneghel, hoje Fundação Angelica Goulart, com atuação histórica em Pedra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, em projetos ligados a direitos de crianças, adolescentes e famílias. O braço social sempre andou perto da imagem pública: direitos da infância, combate a castigos corporais e, mais tarde, defesa animal e veganismo passaram a integrar o discurso e as escolhas da apresentadora.

Em 2020, a Globo Livros publicou Memórias, autobiografia em que Xuxa narra infância, carreira, relações públicas, perdas e causas. O volume reúne texto e mais de cem fotos do acervo pessoal, com orelha assinada por Rita Lee. A obra funciona como porta de entrada para quem quer a voz da própria artista, sem substituir a história audiovisual que a tornou conhecida.

Rede Record, redes e o último voo da nave

Depois de décadas na Globo, Xuxa migrou para a Record, onde comandou o talk show Xuxa Meneghel e o reality de dança Dancing Brasil. Fora do horário nobre linear, manteve audiência em YouTube, Instagram e Facebook, com catálogo musical, clipes do XSPB e comunicação direta com fãs de várias gerações. Quem navega por música e YouTube no Autoridades encontra o mesmo tipo de figura: presença de massa que se reinventou em plataforma digital sem abandonar o repertório clássico.

Em 2026, a turnê O Último Voo da Nave celebra quatro décadas de carreira e aposenta o símbolo cênico da nave associada ao Xou da Xuxa — sem anunciar o fim dos palcos. Estreias e datas em arenas de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e outras cidades reposicionam a marca para o público que cresceu com o matinal e agora leva filhos e memórias ao show ao vivo.

Por que Xuxa ainda importa

Xuxa não é só nostalgia de baixinho. É estudo de caso de marca pessoal longeva, de exportação de formato televisivo, de catálogo musical infantil com escala industrial e de transição entre TV aberta, disco, cinema, redes e live entertainment. Entender a trajetória ajuda a ler como o Brasil produziu ídolos de massa, como a infância virou mercado cultural e como uma apresentadora gaúcha se tornou referência continental.

Para quem chega agora: comece pelos marcos de TV e pelos hits; aprofunde com Memórias se quiser a narrativa em primeira pessoa; e acompanhe o canal e a turnê se o interesse for o presente da artista — ainda ativa, ainda reconhecível, ainda no centro da conversa pop brasileira.

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Projetos de Xuxa Meneghel

Memórias
Memórias
Autobiografia de Xuxa Meneghel pela Globo Livros: carreira, infância, fotos de acervo e a voz da Rainha dos Baixinhos em primeira pessoa.
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Xuxa Só para Baixinhos
Xuxa Só para Baixinhos
Franquia audiovisual XSPB de Xuxa: clipes e álbuns infantis que renovaram a marca para a primeira infância no século XXI.
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O Último Voo da Nave
O Último Voo da Nave
Turnê 2026 de Xuxa que celebra quatro décadas de carreira e aposenta a nave icônica do Xou em espetáculos de arena.
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