José Medeiros entrou no Senado Federal em 2015 pela porta da suplência e voltou à Casa em 2026 pelo voto direto. Em 4 de outubro daquele ano, foi eleito senador por Mato Grosso com 977.777 votos — 27,35% dos votos válidos — e ficou com a segunda vaga do estado, ao lado de Mauro Mendes.
Conhecido como Zé Medeiros, ele é policial rodoviário federal, professor de matemática e político. Antes de chegar a Brasília, trabalhou em sala de aula, fiscalizou estradas e comandou a pasta de trânsito de Rondonópolis, cidade do interior de Mato Grosso onde construiu a base da carreira pública. Nascido em Caicó, no Rio Grande do Norte, em 19 de março de 1970, mudou-se para o estado ainda jovem e passou a se identificar com as pautas do Centro-Oeste: segurança pública, agronegócio, infraestrutura e segurança nas fronteiras.
Formação, origem e o começo no serviço público
José Antonio dos Santos Medeiros nasceu em Caicó (RN) e se formou em Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e em Direito pelo Centro de Ensino Superior de Rondonópolis (CESUR). Deu aulas e ingressou como agente da Polícia Rodoviária Federal, carreira que costuma citar como raiz de sua atuação voltada à segurança e à fiscalização. É membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, vínculo público que já foi tema de homenagem no Senado.
A primeira passagem pela administração pública aconteceu em Rondonópolis, entre 2002 e 2005, como secretário de Trânsito do município. Na mesma cidade, cursou Direito e manteve domicílio eleitoral — foi lá que votou nas eleições de 2026.
A suplência que virou mandato no Senado
A estreia eleitoral foi em 2006, quando disputou uma vaga de deputado federal pelo PPS e não foi eleito, com 8.175 votos. Em 2010, integrou a chapa de Pedro Taques ao Senado como primeiro suplente; a chapa recebeu 708.440 votos e garantiu a vaga. Com a eleição de Taques ao governo de Mato Grosso em 2014, Medeiros assumiu o mandato de senador em 1º de janeiro de 2015.
No Senado, ganhou espaço em comissões permanentes — Agricultura e Reforma Agrária, Desenvolvimento Regional, Direitos Humanos, Ciência e Tecnologia, Constituição e Justiça e Assuntos Econômicos — e foi vice-líder do governo de Michel Temer. Em 2015, foi apontado entre os dez senadores mais atuantes pelo prêmio Congresso em Foco. Em fevereiro de 2017, disputou a presidência do Senado contra Eunício Oliveira e recebeu 10 votos, contra 61 do adversário.
Também em 2017, foi relator da Sugestão Legislativa n.º 7, ideia enviada por um cidadão pelo portal e-Cidadania que pedia a proibição do corte de velocidade de internet em planos de banda larga fixa. O relatório virou o primeiro projeto de lei do Senado originado de uma sugestão popular, o PLS n.º 100/2017. No mesmo mandato, votou pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, assinou a PEC dos Gastos Públicos e votou a favor da reforma trabalhista.
A cassação no TRE e a liminar no TSE
Em julho de 2018, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso cassou, por unanimidade, o mandato de José Medeiros por fraude na ata da convenção de 2010 que definiu a ordem dos suplentes na chapa de Pedro Taques. A decisão determinava a posse imediata do outro suplente, mas o senador recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral e obteve uma liminar que suspendeu a cassação, permanecendo no cargo até o fim do mandato, em 31 de janeiro de 2019.
Deputado federal: segurança pública, fronteiras e transparência
Em 2018, José Medeiros foi eleito deputado federal por Mato Grosso com 82.528 votos, o segundo mais votado do estado, já pelo Podemos. Em 2022, filiado ao PL, foi reeleito com 82.182 votos. Na Câmara, tem atuação associada à segurança pública, à defesa do agronegócio, ao direito de propriedade e à segurança das fronteiras secas do Brasil — as mesmas bandeiras que apresenta em entrevistas e nas redes sociais.
No período na Câmara, ocupou a Secretaria de Transparência da Casa, órgão responsável por políticas de acesso à informação e combate à corrupção, e passou a defender publicamente a redução de burocracia, a modernização da legislação e mais investimentos em saúde, infraestrutura e saneamento para os municípios de Mato Grosso.
A eleição ao Senado em 2026
Na disputa de 2026, José Medeiros concorreu ao Senado pelo PL, com o número 222, e cresceu nas intenções de voto ao longo da campanha. Terminou eleito com 977.777 votos (27,35% dos válidos), recebendo votos nos 142 municípios do estado e liderando em 16 deles. A chapa tem o empresário Odilio Balbinotti como primeiro suplente e Xuxu Dal Molin como segundo. A posse está prevista para fevereiro de 2027, quando Medeiros volta ao Senado depois de oito anos na Câmara.
Os números das urnas
- 2006 — deputado federal: 8.175 votos (0,57%), não eleito;
- 2010 — primeiro suplente na chapa ao Senado de Pedro Taques: 708.440 votos (24,48%), eleito;
- 2018 — deputado federal: 82.528 votos (5,57%), eleito;
- 2020 — eleição suplementar ao Senado: 138.922 votos (9,70%), quarto colocado, não eleito;
- 2022 — deputado federal: 82.182 votos (4,75%), reeleito;
- 2026 — senador: 977.777 votos (27,35%), eleito.
Controvérsias e episódios recentes
Além da cassação revertida no TSE em 2018, José Medeiros coleciona episódios de embate público. Em novembro de 2022, teve contas em redes sociais bloqueadas por decisão judicial após publicar imagens de manifestações contra o resultado da eleição presidencial. Em setembro de 2026, durante a campanha ao Senado, veio à tona um áudio em que uma voz atribuída ao deputado dizia que seu eleitor era “aquele que ora para alienígena e bebe detergente”. Ele afirmou que a gravação foi manipulada e cortada, e o episódio não impediu a vitória nas urnas semanas depois.
Presença digital e onde acompanhar
José Medeiros mantém presença ativa em várias plataformas, com conteúdo sobre o mandato, agendas em Mato Grosso e posicionamentos políticos. Os canais públicos incluem:
- Site oficial: zemedeiros.com.br;
- Instagram: @josemedeirosmt, além do perfil de campanha @zemedeiros.222, com mais de 370 mil seguidores;
- Facebook: /josemedeirosMT, com mais de 580 mil seguidores;
- X (Twitter): @JoseMedeirosMT.
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