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André Fufuca

Fufuca

Nascimento: 1989 Santa Inês, Maranhão
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Médico e político maranhense, foi o deputado estadual mais jovem do país, relator da CPI das Próteses, ministro do Esporte entre 2023 e 2026 e eleito senador em 2026.

Aos 21 anos, ainda cursando Medicina, André Fufuca foi eleito em 2010 o deputado estadual mais jovem do Brasil. A marca abriu uma trajetória que passou pela Assembleia Legislativa do Maranhão, por três mandatos federais na Câmara dos Deputados, pelo comando do Ministério do Esporte no governo Lula e, em 2026, pela eleição ao Senado Federal.

André Luiz Carvalho Ribeiro nasceu em Santa Inês, no Maranhão, em 27 de agosto de 1989. Médico de formação e filiado ao Progressistas (PP) desde 2016, é filho de Fufuca Dantas, ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré — de quem herdou o apelido que se tornou seu nome público. Em Brasília, ficou conhecido como um dos articuladores mais jovens da Casa: foi o coordenador de bancada mais jovem da história da Câmara, ocupou a segunda vice-presidência da Mesa Diretora e liderou o PP entre 2022 e 2023.

Os primeiros mandatos no Maranhão

Em 2010, aos 21 anos, André Fufuca elegeu-se deputado estadual pelo PSDB com 32.628 votos e chegou à Assembleia Legislativa do Maranhão como o parlamentar mais jovem do país. No mandato, cumprido entre 2011 e 2015, presidiu a Comissão de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Regional, onde ganhou visibilidade na defesa do municipalismo, e a Comissão de Saúde. Foi também nesse período que concluiu o curso de Medicina, iniciado antes da política. Na caminhada até a Câmara, passou por PSD e PEN.

Em 2014, foi eleito deputado federal pelo PEN com 56.879 votos, assumindo o mandato em 1º de fevereiro de 2015.

Relatoria da CPI da Máfia das Órteses e Próteses

No primeiro ano de mandato, André Fufuca foi escolhido relator da CPI que investigou a máfia das órteses e próteses no Brasil, esquema de fraudes na venda e na distribuição de implantes usados em cirurgias do Sistema Único de Saúde. O relatório final, de 257 páginas, foi aprovado por unanimidade em 15 de julho de 2015 e propôs quatro projetos de lei: a criminalização do pagamento e do recebimento de propina no setor, a regulação de preços de dispositivos implantáveis, novas regras para a concessão de liminares na área da saúde e programas de formação continuada para médicos. Foi o primeiro trabalho de relatoria com impacto nacional do então deputado de primeiro mandato.

Mesa Diretora, liderança do PP e votações decisivas

Em 2016, Fufuca filiou-se ao PP e se tornou o coordenador de bancada mais jovem da história da Câmara. No mesmo período, votou a favor da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, da PEC do Teto dos Gastos Públicos e, em abril de 2017, da reforma trabalhista. Em agosto de 2017, votou contra a abertura de investigação do presidente Michel Temer.

Foi eleito segundo vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara para o biênio 2017-2019. Em agosto de 2017, quando o presidente Rodrigo Maia assumiu interinamente a Presidência da República durante a viagem de Temer à China, coube a Fufuca comandar a Câmara em caráter provisório — episódio que o colocou na imprensa nacional e consolidou sua posição no grupo político que, depois de Eduardo Cunha, se reorganizou em torno de Arthur Lira.

Entre 2019 e 2021, ocupou a quarta-secretaria da Mesa; em 2021 e 2022, foi primeiro vice-presidente da Comissão de Saúde; e, de 2022 a 2023, liderou a bancada do PP na Câmara. Também presidiu a comissão especial da PEC 159/07, sobre a destinação de recursos da CIDE. Nas urnas, confirmou o mandato em 2018, com 105.583 votos, e em 2022, com 135.078 votos.

Em junho de 2016, reportagem do UOL informou que Fufuca havia pago R$ 92 mil a uma empresa ligada a uma filha do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha; na época, o deputado integrava o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.

No comando do Ministério do Esporte

Em 13 de setembro de 2023, aos 34 anos, André Fufuca tomou posse como ministro do Esporte do governo de Lula, sucedendo Ana Moser. Assumiu o posto com a missão declarada de ampliar o acesso ao esporte olímpico, ao paradesporto e às práticas amadoras, e manteve interlocução frequente com atletas, confederações e entidades do setor. A pasta administra programas federais de longo curso, como o Bolsa Atleta, criado em 2004, e responde pela execução de políticas como a Lei de Incentivo ao Esporte, que permite a empresas e pessoas físicas destinar parte do Imposto de Renda a projetos esportivos aprovados pelo governo federal.

Na agenda pública do ministério durante a gestão, ficaram marcados:

  • os encontros com atletas olímpicos e paralímpicos no Palácio do Planalto, como o de julho de 2024;
  • a reunião com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, em janeiro de 2026, ano da Copa do Mundo;
  • a sanção da lei que transformou a Lei de Incentivo ao Esporte em política pública permanente, em novembro de 2025, ato acompanhado pelo ministro ao lado do presidente Lula.

Fufuca deixou o ministério em 31 de março de 2026, após cerca de dois anos e sete meses no cargo, para disputar a eleição de outubro — a legislação exige que o titular de cargo no Executivo se afaste seis meses antes do pleito — e reassumiu a cadeira de deputado federal na Câmara dos Deputados.

A eleição ao Senado em 2026

Em 4 de outubro de 2026, André Fufuca foi eleito senador pelo Maranhão com 1.530.187 votos, 21,43% dos votos válidos, concorrendo pelo PP com o nome de urna Fufuca. A outra vaga do estado ficou com Lahesio Bonfim, do Partido Novo.

A posse no Senado Federal está prevista para 1º de fevereiro de 2027, no início da 58ª legislatura. Até lá, ele permanece no exercício do mandato de deputado federal, que reassumiu após deixar o Ministério do Esporte.

Projetos de André Fufuca

CPI da Máfia das Órteses e Próteses
CPI da Máfia das Órteses e Próteses
Comissão da Câmara que investigou, em 2015, fraudes na distribuição de órteses e próteses no SUS; teve André Fufuca como relator do relatório final aprovado por unanimidade.
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