Arthur Dapieve é o jornalista que documentou o rock brasileiro dos anos 1980 no livro BRock e assinou uma das biografias mais procuradas da música nacional, Renato Russo — O Trovador Solitário. Carioca, professor da PUC-Rio e comentarista da GloboNews, ele atravessou quatro décadas entre redações, estúdios de rádio e salas de aula sem largar o assunto que o levou ao jornalismo: música.
Nascido no Rio de Janeiro em 3 de dezembro de 1963, Arthur Henrique Motta Dapieve formou-se em Jornalismo pela PUC-Rio em 1985 e começou a trabalhar no Jornal do Brasil no ano seguinte. A trajetória passou pela Veja Rio e desembocou em O Globo, em 1992, onde manteve coluna semanal como cronista e assinou críticas de música e cinema por cerca de 25 anos. É mestre em Comunicação pela PUC-Rio e professor da graduação do Departamento de Comunicação da universidade.
Quem é Arthur Dapieve e por que o nome dele é buscado
Quem procura o nome dele geralmente quer uma destas coisas: a biografia de Renato Russo, o panorama do rock dos anos 80, as crônicas musicais de Do rock ao clássico ou a leitura afiada que ele faz de discos e artistas nos comentários da GloboNews.
A busca também vem de quem acompanha o debate cultural na televisão e quer saber quem é o comentarista que fala de música com a mesma naturalidade com que analisa futebol. Dapieve ocupa esse cruzamento desde os anos 1990: é jornalista de cultura com repertório de crítico, professor de jornalismo e autor que transita entre biografia, reportagem e ficção.
Da redação à sala de aula
No Jornal do Brasil, entre 1986 e 1991, foi repórter, redator e editor, com passagens pelo Caderno de Ideias e pela editoria B. Depois de uma temporada na Veja Rio, chegou a O Globo, onde atuou em cadernos como RioShow e Opinião e se firmou como colunista e crítico musical.
A experiência de redação se somou à pesquisa acadêmica: mestre em Comunicação pela PUC-Rio, ele passou a dar aulas na graduação da mesma universidade e acompanha a formação de novos repórteres. Em sala, costuma levar para a discussão a mesma matéria-prima dos livros: música popular, imprensa cultural e as escolhas de quem escreve sobre arte.
Os livros que explicam a reputação
A obra começa em 1995, com BRock — O rock brasileiro dos anos 80 (Editora 34), livro que reconstrói a década em que bandas e discos mudaram o mercado fonográfico brasileiro. Em 1999 vieram o livro de poemas Miúdos metafísicos (Topbooks) e a biografia Renato Russo — O Trovador Solitário, escrita a partir de fitas com entrevistas do cantor e relançada em edição comemorativa em 2020.
Entre reportagem, crítica e ficção, a bibliografia inclui ainda:
- Guia de Rock em CD (2000), discoteca básica escrita com Luiz H. Romanholli;
- J. Carlos contra a guerra (2000) e Antologia da Casseta Popular (2008);
- De cada amor tu herdarás só o cinismo (2004), romance;
- Os Paralamas do Sucesso (2006), fotobiografia feita com Maurício Valladares;
- Morreu na contramão (2007) e Black music (2008);
- Maracanazo e outras histórias (2015), contos que misturam futebol e música;
- Do rock ao clássico (2019), cem crônicas musicais publicadas em jornal.
Música, futebol e debate público
Na televisão, Dapieve é comentarista da GloboNews, onde participa do Estúdio i, e do SporTV, no Redação SporTV. O repertório aparece tanto em análises de discos e artistas quanto em conversas sobre esporte e cultura pop, de Pelé a premiações de cinema, de lançamentos recentes a homenagens a nomes da música e da TV.
Na rádio, assinou o programa Prelúdios na Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles. Em 2015, o livro Maracanazo ficou entre os finalistas do Prêmio Jules Rimet, na França, dedicado a obras sobre esporte. Em 2025, assinou texto sobre Luis Fernando Verissimo, com quem compartilha o ofício da crônica.
Arthur Dapieve é professor de quê?
De jornalismo, na PUC-Rio. Ele integra o corpo docente da graduação do Departamento de Comunicação e tem mestrado em Comunicação pela mesma universidade.
Qual livro de Arthur Dapieve ler primeiro?
Para entender a cena musical brasileira, BRock e Do rock ao clássico cobrem, respectivamente, os anos 1980 e 25 anos de crítica. Para conhecer a trajetória de Renato Russo, a biografia O Trovador Solitário é a porta de entrada. Quem prefere ficção pode começar por De cada amor tu herdarás só o cinismo ou pelos contos de Maracanazo.
Onde acompanhar o trabalho de Arthur Dapieve hoje?
Nos comentários da GloboNews e do SporTV, nas aulas da PUC-Rio e nos perfis oficiais listados abaixo. A produção escrita continua disponível em livrarias e nas plataformas de venda de livros.
Como acompanhar Arthur Dapieve
O perfil público no X é @arthurdapieve, onde ele se apresenta como jornalista, professor da PUC-Rio e comentarista da GloboNews. Os livros aparecem no perfil de autor na Amazon, e a trajetória acadêmica está registrada no Departamento de Comunicação da PUC-Rio. Para navegar por temas próximos, vale acompanhar as páginas de música e literatura, além da biografia de Renato Russo, tema de um dos seus livros mais conhecidos.






