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Fernanda Takai

Takai

Nascimento: 1971 Belo Horizonte, MG
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Cantora, compositora e escritora, vocalista do Pato Fu e autora de cinco livros, entre crônicas e infantis premiados. Radicada em Belo Horizonte, soma seis álbuns solo.

Fernanda Takai entrou para o Pato Fu em 1991, quando o grupo ainda se chamava Sustados por 1 Gesto, e desde então a voz suave que se escondia atrás de uma guitarra se tornou uma das mais reconhecíveis da música brasileira — a mesma que, em Música de Brinquedo, apareceu cercada de instrumentos de brinquedo e conquistou uma geração inteira de novos ouvintes. Cantora, compositora, multi-instrumentista e escritora, ela nasceu na Serra do Navio, no Amapá, foi criada em Belo Horizonte e construiu uma trajetória em duas frentes: a música, com seis álbuns solo e mais de três décadas de estrada com a banda, e a literatura, com cinco livros publicados.

Formada em Comunicação Social e Relações Públicas pela UFMG, Fernanda assina crônicas em jornais, já cantou em português, inglês, japonês, francês e espanhol e levou o nome do Pato Fu a palcos do Japão, da Inglaterra, de Portugal e dos Estados Unidos. Na escrita, passou das colunas de jornal aos livros infantis e chegou ao Prêmio Jabuti. As duas carreiras se alimentam: a mesma voz que revisitou o repertório de Nara Leão em disco é a que narra, em áudio, as páginas de um livro infantil sobre pontos.

Quem é Fernanda Takai

Fernanda Barbosa Takai nasceu em 25 de agosto de 1971, em Serra do Navio, no então Território Federal do Amapá. Filha de um geólogo e de uma enfermeira, acompanhou as transferências de trabalho da família: viveu na Bahia dos dois aos nove anos, em Salvador e em Jacobina, antes de se mudar para Belo Horizonte, onde encontrou as condições que a aproximaram da música.

Em Minas, formou-se em Comunicação Social e Relações Públicas pela UFMG em 1993 — no mesmo período em que começava a se apresentar e a montar a banda que se tornaria o Pato Fu. Em 2003, a universidade lhe concedeu a Medalha de Honra da UFMG. É em Belo Horizonte que mantém casa, estúdio e rotina de trabalho até hoje.

Descendente de japoneses pelo lado paterno e de portugueses e alagoanos pelo materno, ela fez da mistura entre culturas uma marca: canta em japonês com a mesma naturalidade com que interpreta clássicos da MPB, gravou um disco bilíngue com um guitarrista do The Police e transformou o universo japonês em livro infantil.

Como o Pato Fu se tornou o palco de Fernanda Takai

A carreira começou antes do Pato Fu, em bandas de Belo Horizonte como Data Vênia, entre 1988 e 1992, e Fernanda e 3 do Povo. Em 1991, ela entrou no Sustados por 1 Gesto, embrião do que viria a ser o Pato Fu. Como vocalista, guitarrista e letrista, ajudou a definir o som do grupo, que mistura guitarras, efeitos eletrônicos e baladas.

A banda lançou discos como Gol de Quem? (1994), Tem Mas Acabou (1996), Televisão de Cachorro (1998), Isopor (1999), Ruído Rosa (2001) e Toda Cura Para Todo Mal (2005), até chegar a Música de Brinquedo (2010), em que clássicos foram regravados com instrumentos de brinquedo e reapresentados ao público infantil. O álbum ganhou uma sequência em 2017, e o grupo comemorou três décadas de atividade em 2023.

A projeção internacional veio cedo: em 2001, a revista Time incluiu o Pato Fu em uma lista das dez melhores bandas do mundo. Ao longo desse caminho, o grupo se firmou como um dos nomes centrais da música brasileira das últimas décadas, com uma discografia que atravessa rock, pop e experimentação.

A carreira solo, os discos e as parcerias

Em 2007, Fernanda iniciou a carreira solo com Onde Brilhem os Olhos Seus, disco dedicado ao repertório de Nara Leão e eleito pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) o melhor álbum de MPB daquele ano. De lá para cá, vieram mais cinco trabalhos: Luz Negra (2010), que virou CD e DVD e colecionou prêmios; Fundamental (2012), gravado com Andy Summers, ex-guitarrista do The Police, em cinco faixas em português e seis em inglês; Na Medida do Impossível (2014), com canções inéditas e participações de Pitty, Samuel Rosa e Padre Fábio de Melo, cuja versão ao vivo no Inhotim foi indicada ao Grammy Latino de 2017; O Tom da Takai (2018), homenagem a Tom Jobim produzida por Roberto Menescal e Marcos Valle; e Será Que Você Vai Acreditar? (2020), gravado em casa durante a pandemia com John Ulhoa e indicado ao Grammy Latino de 2021 na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.

Em agosto de 2026, a cantora anunciou um novo álbum solo, previsto para outubro, descrito por ela como um trabalho mais autoral e com participação de outras mulheres. No mesmo período, somou parcerias e projetos: a releitura de Sessão de Horror com Karen Jonz, a faixa Sereno no álbum da banda mineira Varanda, o canal de microsséries verticais Music Juice TV e um show no Rock in Rio 2026 ao lado de Joyce Moreno e Leila Pinheiro.

O disco de colaborações também é extenso. Fernanda deixou a voz em faixas de nomes como Rita Lee, Zélia Duncan, Renato Russo, Herbert Vianna, Gaby Amarantos, Silva e Gilberto Gil — uma lista que mostra trânsito livre entre gerações e estilos.

Da coluna no jornal aos livros infantis

Antes dos livros, a escrita de Fernanda Takai passou pelos jornais. Ela colaborou com crônicas para o Correio Braziliense e para o Estado de Minas, e foi desse material que nasceu sua estreia literária, em 2007. De lá para cá, publicou cinco livros, alternando contos, crônicas e histórias para crianças.

  • Nunca Subestime uma Mulherzinha (Panda Books, 2007) — contos e crônicas de jornal, com prefácio de Zélia Duncan;
  • A Mulher Que Não Queria Acreditar (Panda Books, 2011) — 40 contos publicados originalmente na coluna do Estado de Minas;
  • A Gueixa e o Panda Vermelho (Cobogó, 2013) — primeiro livro infantil, ilustrado por Thereza Rowe;
  • O Cabelo da Menina (SESI-SP Editora, 2016) — livro infantil premiado no Jabuti, ilustrado por Ina Carolina;
  • Um Ponto, Tantos Pontos (Cachecol Editora, 2024) — escrito com Vana Campos e Daniel Kondo, com narração em QR code.

Os livros infantis renderam convites literários: em 2026, ela abriu a programação do Festival Literário de Santa Catarina, em Joinville, com contação de história e música; em 2025, participou de um encontro com crianças no projeto Gigantinhos Antares, em Maceió.

Televisão, cinema e trilhas sonoras

A voz de Fernanda também circula fora dos discos. Na televisão, participou de Ilha Rá-Tim-Bum (2002), como a personagem Tim, e do programa Som Brasil (2012), interpretando canções do Clube da Esquina. No cinema, emprestou a voz à personagem Cocliquot Delacrix na animação Até que a Sbórnia nos Separe (2014).

Em trilhas sonoras, gravou duas canções em português para o filme Winnie the Pooh (2011) e compôs, com John Ulhoa, as 27 canções do espetáculo Aventuras de Alice no País das Maravilhas, do grupo Giramundo, em que também deu voz à personagem Alice. Ainda no currículo, estão trabalhos de dublagem e participações em curtas, longas e documentários.

Vida pessoal

Fernanda Takai é casada desde 1995 com o músico John Ulhoa, guitarrista e produtor do Pato Fu, com quem tem uma filha, Nina. A parceria rendeu discos, trilhas e o estúdio de casa onde boa parte do repertório recente foi gravado. A cantora costuma dizer que tem um apetite inesgotável por novos e velhos lugares, comidas, sons e imagens — uma definição que ajuda a entender a variedade de sua obra.

Perguntas frequentes

Quem é Fernanda Takai?

Cantora, compositora, multi-instrumentista e escritora brasileira, vocalista da banda Pato Fu e autora de cinco livros. Também mantém carreira solo desde 2007, com seis álbuns lançados.

Qual é a idade de Fernanda Takai?

Ela nasceu em 25 de agosto de 1971, em Serra do Navio, no Amapá.

Qual é a banda de Fernanda Takai?

O Pato Fu, grupo mineiro que ela integra desde 1991, quando a banda ainda se chamava Sustados por 1 Gesto. Ela é vocalista, guitarrista e letrista.

Fernanda Takai é casada?

Sim. Desde 1995, ela é casada com o músico John Ulhoa, guitarrista e produtor do Pato Fu.

Quais livros Fernanda Takai escreveu?

São cinco: Nunca Subestime uma Mulherzinha (2007), A Mulher Que Não Queria Acreditar (2011), A Gueixa e o Panda Vermelho (2013), O Cabelo da Menina (2016) e Um Ponto, Tantos Pontos (2024), este último em parceria com Vana Campos e Daniel Kondo.

Onde Fernanda Takai mora?

Ela vive em Belo Horizonte, Minas Gerais, cidade para onde se mudou ainda na infância.

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O Cabelo da Menina
O Cabelo da Menina
Livro infantil vencedor do Prêmio Jabuti que acompanha o dia em que uma menina decide ir à escola com o cabelo malucona, celebrando autoestima e identidade.
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Um Ponto, Tantos Pontos
Um Ponto, Tantos Pontos
Livro infantil sobre perspectiva criado por Fernanda Takai, Vana Campos e Daniel Kondo, com QR code que leva à narração em voz da cantora.
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