Antes do slogan em inglês na fachada e da fila no shopping, a história de Junior Durski começa longe da grelha gourmet: em Prudentópolis, no Paraná, com infância dividida entre a fazenda dos avós em Ponta Grossa e o contato cedo com carne no açougue da família. Quem busca o nome hoje quer entender como um chef autodidata saiu da madeira na Amazônia e virou fundador de uma das redes de restaurantes mais expansivas do país.
Luiz Renato Durski Junior — o Junior Durski — é o rosto público do Grupo Madero e do Restaurante Durski, em Curitiba. Formado em Direito em Itapetininga (SP), chegou a advogar e foi eleito vereador em Prudentópolis aos 20 anos; aos 22 renunciou, desencantado com a política, e seguiu por cerca de 15 anos no setor madeireiro na Amazônia, em Machadinho d’Oeste (RO). A virada gastronômica veio em 1999, com a abertura do Durski; em 2005 nasceu a primeira Madero Steak House. Desde então, a trajetória mistura cozinha, verticalização industrial e expansão de marcas sob o guarda-chuva do grupo.
De Prudentópolis à cozinha de Curitiba
Nas entrevistas e perfis de imprensa, Junior Durski conta que a inspiração na panela veio de casa: mãe quituteira e pai churrasqueiro hábil. O avô, de origem polonesa, tinha açougue — e foi ali que o contato com a carne deixou de ser só memória de infância. Depois da renúncia ao mandato de vereador, o caminho da Amazônia e do manejo de madeira ocupou uma década e meia da vida adulta, com idas e vindas que ele próprio descreveu como formadoras do olhar de empresário.
O retorno ao Sul e a decisão de transformar o hobby de cozinhar em negócio fecharam o círculo. Em 1999, em Curitiba, abriu o Restaurante Durski, casa de fine dining que ganhou prêmios de adega, carta de vinhos e reconhecimento local. Em 7 de junho de 2005 veio a primeira Madero Steak House, no centro histórico de Curitiba — o embrião da rede que o público associa ao hambúrguer e ao lema “the best burger in the world”, frase de posicionamento da própria marca, não de um concurso internacional único.
Como o Grupo Madero se tornou rede nacional
O crescimento do Madero não veio só de mesa e garçom. A narrativa institucional do grupo destaca um modelo verticalizado: cozinha central em Ponta Grossa (PR), logística própria, padrões de produção e, ao longo dos anos, formatos diferentes para públicos e pontos distintos. Em 2014 entrou o Madero Container, conceito mais ágil e focado em hambúrguer grelhado. Em 2015 avançou a cozinha central que, segundo o próprio grupo, abastece a maior parte do que vai ao prato nas unidades. Em 2017 nasceu o Jerônimo, marca de fast-casual de preço mais acessível, com operações em praças de alimentação e unidades com drive-thru.
No capital e na governança, o grupo registrou marcos públicos relevantes: em 2019, aporte de R$ 700 milhões ligado ao fundo Madrid FIP, afiliado ao Carlyle Group; em 2021, registro como companhia aberta na CVM e novo aporte de R$ 300 milhões do Carlyle; em 2022, a rede encerrou o ano com centenas de operações entre Madero Steak House, Container, Jerônimo, Durski, Ecoparadas e outras marcas do portfólio. A sede administrativa fica em Curitiba; a cozinha central, em Ponta Grossa — dados que o próprio grupo publica em canais oficiais.
Para quem estuda negócios de alimentação no Brasil, a trajetória de Junior Durski conversa com o mesmo tipo de curiosidade que leva leitores a perfis de Luciano Hang ou de empresários do varejo como Abilio Diniz: escala, marca forte, governança e a tensão entre craft de cozinha e operação industrial. Há também entrevistas públicas em que Durski e Hang aparecem juntos — ponto de contato real entre as duas figuras no debate de empreendedorismo.
O que define o método de Junior Durski
No discurso público, o chef-empresário repete alguns eixos: qualidade do produto, controle da cadeia, aversão a terceirizar o que considera crítico e presença na operação. Em depoimentos à imprensa, já falou em reduzir gordura no hambúrguer em relação à média que atribui ao mercado, em produzir parte do hortifrúti em fazenda própria e em manter frota e supervisão de loja sob o próprio grupo. O site oficial do Madero o apresenta como “chef detalhista” e autodidata — alguém que trata cardápio e sabor como parte da mesma disciplina de negócio.
- Restaurante Durski (1999) — casa de fine dining em Curitiba, ponto de origem da reputação gastronômica e da adega premiada.
- Madero Steak House (2005) — formato-base de steak house e hambúrguer que deu escala nacional à marca.
- Madero Container (2014) — operação mais enxuta, com cardápio estreito focado no grelhado.
- Jerônimo (2017) — marca de ticket mais baixo e operação de food court / drive-thru.
- Cozinha central e logística — base em Ponta Grossa para padronizar e abastecer a rede.
Presença pública, prêmios e canais
Junior Durski é figura midiática no Paraná e no circuito de negócios de alimentação: entrevistas em veículos de economia, participação em fóruns empresariais e palestras com o recorte “Da Madeira ao Madero”. O site do Madero lista dezenas de prêmios regionais e nacionais de melhor hambúrguer, chef do ano, restaurateur e adega — com menções recorrentes a guias como Bom Gourmet (Gazeta do Povo), Veja Comer & Beber e outros veículos de gastronomia. Em 2017, o grupo destaca o prêmio Empreendedor do Ano da Ernst & Young.
Nas redes, mantém o perfil pessoal no Instagram (@juniordurski), enquanto a marca opera canais institucionais como @maderobrasil. O site de consumidores é o restaurantemadero.com.br; investidores e histórico corporativo ficam em ri.grupomadero.com.br.
Por que a busca por Junior Durski continua forte
Quem digita o nome raramente quer só um cardápio. Quer saber se o fundador ainda manda na cozinha, se a verticalização aguenta a escala, de onde veio o capital, como o Durski fine dining se relaciona com o Madero de shopping e o que há de método por trás do slogan de “melhor hambúrguer”. A resposta pública está na combinação de chef de marca, empresário de rede e narrativa de origem paranaense — da madeira ao Madero — que o próprio grupo e a imprensa de negócios repetem há anos.
Para navegar o recorte de negócios e alimentação no Brasil, o perfil de Junior Durski funciona como ponto de partida: a pessoa, as marcas e o modelo operacional. Os projetos a seguir aprofundam o Madero e o Restaurante Durski com o que há de verificável em fontes oficiais e cobertura jornalística.



