O Grupo Madero é o projeto de escala de Junior Durski: uma operação de food service que nasceu como steak house em Curitiba e virou rede multi-formato com presença nacional. Quem chega ao nome costuma querer entender o que há por trás do hambúrguer na vitrine — se é só marketing, se a cozinha ainda manda no processo e como a marca se organiza entre loja, fábrica e logística.
O marco zero da marca comercial é 7 de junho de 2005, com a primeira Madero Steak House no centro histórico de Curitiba. O Restaurante Durski, de 1999, é a casa-mãe gastronômica; o Madero é o veículo de escala. No site e no canal de relações com investidores, o grupo descreve um modelo verticalizado: cozinha central em Ponta Grossa (PR), produção e distribuição próprias e controle de grande parte do que chega ao prato nas unidades.
Formatos e marcas sob o mesmo guarda-chuva
Ao longo da década de 2010 e do início da de 2020, o portfólio se diversificou para caber em shoppings, rodovias e públicos de ticket diferente:
- Madero Steak House — formato de referência, com serviço de salão e cardápio de carnes e hambúrgueres.
- Madero Container (a partir de 2014) — conceito mais enxuto, focado no grelhado e no ritmo de fast-casual.
- Jerônimo (a partir de 2017) — marca de preço mais acessível, food courts e unidades com drive-thru.
- Ecoparada e outras operações — complexos e extensões de marca documentados no histórico de RI, incluindo café, chicken e formatos de estrada.
Em 2022, o próprio grupo reportou dezenas de operações em cada vertical principal — dezenas de Steak Houses, Containers e Jerônimos — além de unidades Durski e Ecoparadas. Os números mudam com o tempo; a fonte estável para o investidor e o leitor atento é o site de RI.
Verticalização: o que isso muda no prato
A promessa pública do Madero não é “terceirizar tudo e crescer por franquia clássica”. O discurso de Junior Durski e dos materiais institucionais insiste em produzir, porcionar, transportar e supervisionar o máximo possível dentro do grupo. A cozinha central em Ponta Grossa é apresentada como coração desse modelo: de lá saem insumos e preparos que alimentam a rede, com frota e processos próprios.
Na comunicação de marca, o lema “the best burger in the world” funciona como posicionamento, não como veredito de um ranking global único. O que a imprensa de negócios e os guias de gastronomia documentam, com mais solidez, é a expansão rápida, o volume de unidades e a série de prêmios regionais de hambúrguer e de operação.
Capital, governança e escala
Em 2019, o grupo recebeu aporte de R$ 700 milhões via fundo Madrid FIP, afiliado ao Carlyle Group. Em 2021 obteve registro de companhia aberta na CVM e novo aporte de R$ 300 milhões do Carlyle, segundo a linha do tempo oficial. Esses marcos importam para quem avalia o Madero como negócio, não só como restaurante: o fundador segue como figura central da marca, mas a estrutura de capital e governança passou a incluir investidor institucional e obrigações de divulgação de companhia aberta.
Para quem o Madero faz sentido
O projeto interessa a três públicos distintos. O consumidor busca cardápio, reserva, delivery e lojas — tudo no site restaurantemadero.com.br. O leitor de negócios quer modelo verticalizado, marcas irmãs e história de expansão. O investidor ou analista usa o portal de RI. Em todos os casos, o fio condutor é o mesmo: a tentativa de transformar ofício de chef e obsessão por processo em rede nacional de alimentação fora do lar.
Quem compara o Madero a outras trajetórias de escala no Brasil encontra eco em debates de empreendedorismo e food service — com a diferença de que, aqui, o fundador ainda aparece como chef de marca e porta-voz da operação.


