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Foto de perfil de Kim Kataguiri

Kim Kataguiri

Kim

Nascimento: 1996 Salto, São Paulo
Deputado federal por SP, cofundador do MBL, youtuber e escritor nipo-brasileiro de Salto; eleito em 2018 e reeleito em 2022.

Antes de completar 20 anos, Kim Kataguiri já era um dos rostos mais reconhecíveis das ruas que pediam o impeachment de Dilma Rousseff. Não chegou ao debate público por cargo herdado nem por máquina partidária tradicional: saiu do interior de São Paulo, do YouTube e de um grupo jovem de liberais que viraria o Movimento Brasil Livre.

Hoje ele é deputado federal por São Paulo, escritor, youtuber e uma das principais lideranças ligadas ao MBL e ao Partido Missão. Quem busca o nome quer entender a trajetória — do vídeo escolar ao Congresso —, o que defende e como essa presença moldou a direita liberal brasileira da última década.

Quem é Kim Kataguiri

Kim Patroca Kataguiri nasceu em 28 de janeiro de 1996, em Salto (SP), e cresceu em Indaiatuba. Filho de Paulo Atuhiro Kataguiri, metalúrgico de origem japonesa, e de Claudia Cristina Patroca Kataguiri, de família com raízes italianas e portuguesas, costuma ser descrito como nipo-brasileiro. Ainda adolescente, passou a publicar no YouTube vídeos sobre política, economia e atualidades.

Em 2013 concluiu o ensino médio no Colégio Técnico de Limeira (COTIL/Unicamp). No mesmo período, um vídeo em que contestava o Bolsa Família em sala de aula ganhou repercussão e o aproximou de figuras críticas ao governo petista. Em 2014 ingressou em Economia na Universidade Federal do ABC, mas interrompeu o curso. Mais tarde passou no vestibular de Direito do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), em São Paulo.

Em outubro de 2015, a revista americana Time o incluiu entre os jovens mais influentes do mundo — um selo que ajudou a consolidar a imagem internacional de um adolescente liberal à frente de protestos de massa no Brasil.

MBL, impeachment e a virada de 2015–2016

Em novembro de 2014, ao lado de Renan Santos, Alexandre Santos e Frederico Rauh, Kim foi um dos cofundadores do Movimento Brasil Livre (MBL). O grupo se tornou uma das forças organizadoras das manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff e pelo combate à corrupção, com forte presença em redes e nas ruas.

Em maio de 2015, liderou a marcha a pé de São Paulo a Brasília para pressionar o Congresso. Durante o trajeto, foi atropelado por um motorista embriagado — episódio que reforçou a cobertura da imprensa sobre a mobilização. Em 2016, o MBL esteve no centro das grandes manifestações nacionais, inclusive a de 13 de março em São Paulo, uma das maiores concentrações políticas da história recente do país.

Além da rua, Kim escreveu como colunista no Huffington Post Brasil e na Folha de S.Paulo, traduzindo o ativismo digital em espaço editorial de grande circulação. Essa fase está registrada no livro Quem é esse moleque para estar na Folha?, compilado de colunas com prefácio da jurista Janaína Paschoal.

Do ativismo ao mandato na Câmara

Em 2018, elegeu-se deputado federal por São Paulo pelo Democratas (DEM) com 465.310 votos — um dos mais votados do estado e, à época, o deputado federal mais jovem da história do país, com 22 anos. Tomou posse em 1º de fevereiro de 2019 e foi reeleito em 2022 pelo União Brasil, com 295.460 votos.

No mandato, concentrou-se em temas de administração pública, economia, educação e inovação. Foi titular de comissões como Trabalho, Administração e Serviço Público e presidiu a Comissão de Educação da Câmara em 2022. Entre as iniciativas de maior repercussão estão a lei que deu validade indeterminada a receitas de medicamentos de uso contínuo na pandemia (Lei 14.028/2020), a coautoria no Marco Legal das Startups e propostas sobre CNH, combate a corrupção e controle de órgãos de inteligência.

Também se notabilizou por disputas internas no Congresso — como o embate em torno da PEC da imunidade parlamentar — e por votações polêmicas, entre elas o voto contrário à PEC do fim da escala 6x1. Em 2023–2024 chegou a ser pré-candidato do MBL à prefeitura de São Paulo, mas desistiu e apoiou Ricardo Nunes. Em 2026 filiou-se ao Partido Missão, ligado a quadros do MBL, e manteve a disputa por novo mandato na Câmara em vez de tentar o governo de São Paulo.

  • Cofundador e coordenador do Movimento Brasil Livre
  • Deputado federal por São Paulo desde 2019 (reeleito em 2022)
  • Autor de livros sobre colunismo, a origem do MBL e o STF
  • Youtuber com canal próprio de política e atualidades
  • Filiado ao Partido Missão após passagem por DEM, Podemos e União Brasil

Livros e presença nas redes

Além de Quem é esse moleque para estar na Folha? (2017), publicou com Renan Santos Como um grupo de desajustados derrubou a presidente – MBL: A Origem (2019), relato da formação do movimento e dos protestos que precederam o impeachment. Também assina o Manual de Debate Político, voltado a argumentação e embate público, e, em 2025, Entre a toga e a tribuna, sobre intervenções do Supremo Tribunal Federal no processo legislativo desde 1988.

No digital, mantém site oficial, Instagram, Facebook e um canal no YouTube com milhões de inscritos, onde comenta política, economia e o dia a dia do Congresso. A combinação de mandato, movimento e mídia própria explica por que o nome continua entre as buscas mais recorrentes da nova geração de política brasileira — e por que costuma ser citado lado a lado de outros nomes do campo, como o ex-juiz e senador Sérgio Moro, a quem o MBL chegou a apoiar em 2022.

O que observar na trajetória

Kim Kataguiri representa uma geração que entrou na política nacional pela internet e pelas ruas, não pelo elevador partidário clássico. A base liberal, o estilo confrontacional e a produção constante de conteúdo o colocam no cruzamento entre ativismo, mandato e cultura digital.

Para quem acompanha o Congresso, o MBL ou o debate liberal no Brasil, o perfil útil não é o de mito nem o de vilão pronto: é o de um parlamentar jovem, cofundador de um movimento de massa, autor de livros e comunicador com audiência própria — com votos, leis, polêmicas e alianças documentadas no histórico público.

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Projetos de Kim Kataguiri

Manual de Debate Político
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Guia de Kim Kataguiri sobre técnicas de argumentação e como estruturar discussões políticas com método.
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