Quando um adolescente do interior de São Paulo virou colunista da Folha de S.Paulo, a reação de parte da leitura foi exatamente a pergunta que virou título: quem é esse moleque? O livro reúne as colunas que Kim Kataguiri publicou no jornal entre janeiro de 2016 e março de 2017, no auge da polarização que cercou o impeachment de Dilma Rousseff.
Mais do que arquivo de opinião, a obra funciona como diário de uma geração liberal que passou das redes e das ruas para o espaço nobre da imprensa. Kim defende que ser liberal de direita se tornou a “nova contracultura” e usa o formato de coluna para misturar crítica ao PT, defesa de mercado e leitura do momento político.
O que o livro entrega
O volume organiza textos curtos, de tom combativo e didático, escritos enquanto o autor ainda era visto sobretudo como coordenador do MBL. O prefácio é assinado pela jurista Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment — o que já sinaliza o campo político em que o material circula.
Quem busca o livro costuma querer três coisas: entender como Kim escrevia antes do mandato, acompanhar o argumento liberal da época e ter um retrato em primeira pessoa da passagem do ativismo digital à grande imprensa.
- Compilado de colunas da Folha de S.Paulo (2016–2017)
- Leitura da política brasileira sob ótica liberal
- Contexto do impeachment e do MBL
- Prefácio de Janaína Paschoal
Para quem faz sentido
Serve a leitores de política contemporânea, seguidores do MBL, estudantes de comunicação e quem pesquisa a entrada da nova direita liberal na mídia tradicional. Não é manual de biografia completa: é o registro de um momento — o “moleque da Folha” virando voz fixa no debate nacional.
A edição em português está disponível em livrarias e na Amazon. Vale como ponto de partida para quem quer o Kim colunista antes do Kim deputado, sem confundir o livro com a história institucional completa do movimento.
Contexto de publicação
As colunas reunidas no livro foram escritas num período em que Kim ainda não era deputado, mas já era coordenador do MBL e alvo constante de reportagens. A Folha abriu espaço para um colunista jovem e polarizador; o título do livro ironiza a desconfiança que essa escolha gerou entre leitores e críticos.
Quem chega à obra depois de 2018 encontra o raciocínio pré-mandato: menos relatórios de comissão e mais polêmica de opinião, com referências ao momento econômico e à crise política da segunda metade da década de 2010.
Como usar na prática
Dá para ler de ponta a ponta ou pular colunas por tema — economia, costumes, mídia, Partido dos Trabalhadores, liberalismo. Para pesquisa, funciona como fonte primária do discurso de Kim na grande imprensa. Para o leitor casual, é um retrato compacto de como a militância liberal falava “para fora” do próprio movimento.
Se o interesse for só a biografia institucional ou o mandato na Câmara, há material mais atual no site oficial e no portal da Câmara. Se o interesse for o tom e as teses do Kim colunista, este é o livro certo.



