2015 Como Viveremos, publicado em 2004 pela Editora Saraiva, é um exercício de prospecção sobre o impacto das tecnologias da informação e das comunicações na vida humana. Em vez de prever aparelhos, Ethevaldo Siqueira descreve como trabalho, educação, saúde, cidades e relações sociais seriam reorganizados pela conectividade — uma aposta feita quando a internet ainda engatinhava no Brasil.
O título vem de uma pergunta editorial: se as redes de comunicação seguiriam evoluindo no ritmo observado, como seria a rotina de uma pessoa comum cerca de uma década depois? A resposta é construída com base em tendências que o autor acompanhava no noticiário e nas feiras internacionais de tecnologia.
Como o livro está organizado
A obra distribui os capítulos por áreas da vida: casa, trabalho, educação, saúde, transporte e entretenimento. Cada bloco parte de transformações já visíveis em 2004 — telefonia móvel, banda larga, comércio eletrônico — para imaginar desdobramentos. Não há promessa de resultado nem exercício de ficção científica: o método é observar sinais concretos e projetar consequências plausíveis.
Por que vale a leitura hoje
Ler 2015 Como Viveremos em retrospecto é uma forma de avaliar o que se confirmou e o que ficou pelo caminho. O livro mostra que parte das mudanças previstas de fato aconteceu, enquanto outras demoraram mais do que o imaginado ou tomaram rumos diferentes. Esse balanço interessa a quem estuda futurismo, inovação e cultura digital, e também a gestores que precisam decidir com base em cenários incertos.
Lugar na obra do autor
É o título em que Ethevaldo deixa o registro histórico de lado e assume de vez o papel de comentarista de tendências. A experiência de quem cobria o setor desde os anos 1960 dá ao texto uma vantagem: o autor já tinha visto tecnologias promissoras fracassarem e outras consideradas menores dominarem o mercado. Chegou a uma terceira edição, o que indica a recepção do público interessado em tecnologia.





