Três Momentos da História das Telecomunicações no Brasil organiza a trajetória do setor em três fases distintas, da telegrafia no período imperial aos primeiros anos da revolução digital. Publicado em 1998 pela Dezembro Editorial, o livro nasceu de uma pesquisa ampla e ganhou segunda edição em 1999, além de tradução para o inglês como The Brazilian Telecommunications Saga: From Dom Pedro II to the Digital Revolution.
A escolha de três momentos permite comparar épocas muito diferentes sem perder a linha de continuidade. O autor mostra como o Brasil passou do telégrafo e das primeiras linhas telefônicas a um sistema nacional, e depois à transição para redes digitais — sempre relacionando a infraestrutura às decisões políticas e econômicas de cada período.
O que cada momento cobre
O primeiro bloco trata da construção das redes ainda no império e nos primeiros anos da república. O segundo aborda a formação do sistema nacional de telecomunicações, com a criação da Telebrás e a expansão do telefone no país. O terceiro acompanha a abertura do mercado, a privatização e a chegada das redes digitais. Juntos, os blocos explicam por que a infraestrutura de comunicação brasileira tem a configuração atual.
Para quem o livro serve
Profissionais de telecomunicações, reguladores, pesquisadores e estudantes de engenharia e história encontram no livro uma narrativa de referência, escrita por um jornalista que cobriu o setor em tempo real. A versão em inglês ampliou o alcance da obra e a tornou citada em estudos comparados sobre telecomunicações na América Latina.
Por que ele continua atual
Debates sobre leilões de espectro, universalização da banda larga e qualidade dos serviços repetem, em outro contexto, as perguntas que Ethevaldo organizou no livro: quem paga pela infraestrutura, quem controla as redes e quem tem acesso a elas. Ler a obra ajuda a reconhecer continuidades e rupturas no setor — e a evitar análises que tratam a privatização como um ponto de partida sem passado.





