Contexto e proposta de A luta contra a corrupção: A Lava Jato e o futuro de um país marcado pela impunidade
Como uma investigação que começou com uma rede de doleiros em Curitiba chegou a executivos das maiores empreiteiras do país e a um dos maiores acordos de ressarcimento já fechados no mundo? A luta contra a corrupção, publicado em 2017 pela Editora Primeira Pessoa, responde a essa pergunta por dentro: é o relato de Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, sobre os bastidores da operação que virou caso de estudo internacional.
O livro reconstrói momentos decisivos — a primeira delação premiada, o impacto dos procuradores diante da dimensão do que diziam os colaboradores, os riscos da apuração e a exposição pública dos investigadores, como na coletiva de 2016 sobre a acusação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vez de ficar só na narrativa, o autor conecta histórias de sucesso e de fracasso no combate à corrupção às razões que levaram à elaboração de cada uma das 10 Medidas contra a Corrupção, o pacote apresentado pelo Ministério Público Federal que reuniu mais de 2 milhões de assinaturas.
Para quem acompanhou a operação pelos noticiários, a obra funciona como um complemento: mostra as escolhas jurídicas por trás das manchetes e os embates que o texto das 10 Medidas enfrentou no Congresso Nacional, incluindo a tentativa de anistia ao caixa dois. Para quem estuda direito penal, processo penal ou políticas anticorrupção, é um documento de época assinado por um dos protagonistas.
O texto de apresentação, assinado pela jornalista Míriam Leitão, resume o tom do livro: um relato que ajuda a entender a dimensão do que acontecia no país e permite ao leitor "ter esperança lúcida e bem informada". Não é uma tese acadêmica nem um manual — é a memória de uma investigação que mudou a forma como o Brasil discute corrupção.
A edição está disponível na Amazon.




