Foto ilustrativa do produtor Euclides da Cunha

Projeto relacionado a:

Euclides da Cunha
Imagem promocional do produto À margem da história

À margem da história

Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Ensaios amazônicos de 1909 sobre o Alto Purus, seringais e fronteira, o outro Brasil depois de Canudos.

À margem da história é o livro amazônico de Euclides da Cunha. Publicado em 1909, no ano da morte do autor, reúne ensaios e crônicas nascidos da viagem ao Alto Purus, quando ele chefia a comissão mista brasileiro-peruana de reconhecimento da fronteira.

Quem só conhece Os Sertões encontra aqui outro Brasil: não a caatinga, o seringal; não o jagunço, o caucheiro e o brabeza da extração. O contraste é o mesmo método — terra, homem, denúncia — aplicado à floresta e à exploração do trabalho.

O que o ciclo amazônico cobre

Em 1904 o Itamaraty o mandou ao Norte. Percorreu milhares de quilômetros de navegação, adoeceu, voltou com relatório, mapas e uma prosa de fronteira. Deste esforço saíram o Relatório da Comissão Mista Brasileiro-Peruana de Reconhecimento do Alto Purus (1906), o ensaio Peru versus Bolívia (1907) e os textos que a viúva e os editores reuniram em À margem da história.

Há o mapeamento da exuberância natural e do depauperamento humano. Há a figura do caucheiro. Há a denúncia da exploração nos seringais. Há também o texto Judas-Ahsverus, um dos mais citados da fase amazônica. A edição da Editora Unesp, organizada por Leopoldo M. Bernucci, Francisco Foot Hardman e Felipe Pereira Rissato, traz o conjunto com notas e aparato, em 421 páginas.

Para quem é

Faz sentido para quem terminou Os Sertões e quer o segundo movimento: o engenheiro de fronteira, o adido do Barão do Rio Branco, o ensaísta que troca o sertão baiano pelo rio. Também para quem pesquisa Amazônia, extração da borracha e literatura de viagem brasileira. Não é livro de estreia. Quem ainda não leu Canudos pode achar o tom deslocado.

O título avisa o recorte. Euclides escreve à margem da história oficial — a das capitais, dos gabinetes, das fronteiras desenhadas no papel. O que ele viu no Purus não cabia no mapa que o litoral usava. Por isso este volume não é apêndice: é o outro livro que a biografia pedia e que ele não teve tempo de transformar em segundo monumento.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse À margem da história.


O que você acha deste Projeto?

O projeto À margem da história entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por À margem da história, talvez também queira conhecer outros projetos de Euclides da Cunha.

Ver perfil completo
Os Sertões
Os Sertões
Relato de 1902 da Guerra de Canudos, em três partes — a terra, o homem e a luta — que redefiniu o sertão na literatura brasileira.
00%
00%