Angu de Grilo é o podcast em que Flávia Oliveira e a filha, a jornalista Isabela Reis, comentam as notícias da semana em uma conversa entre duas gerações de cariocas. O programa estreou em 2019, quando a presença de mulheres à frente de podcasts ainda era exceção no Brasil — e, no caso de mulheres negras, uma raridade ainda maior, como a própria apresentadora costuma lembrar.
A proposta é simples e difícil de copiar: mãe e filha, ambas jornalistas, sentam-se para discutir o que marcou os últimos dias, misturando assuntos pesados com leveza, humor de família e um repertório carioca evidente. A pauta passa por política, economia, cultura, comportamento e pelas questões do Rio de Janeiro, sem se prender a um único tema — o que faz do podcast um retrato semanal do noticiário visto de dois ângulos de idade diferentes.
Como o programa se organiza
O Angu de Grilo é publicado semanalmente e acumula mais de 350 episódios desde a estreia. Por ter nascido em formato independente, mantém um tom solto, sem roteiro engessado: os assuntos entram na conversa como entrariam em casa, com digressões, discordâncias e piadas internas que viraram marca do projeto.
Além do áudio, o programa tem um canal próprio no YouTube, com episódios em vídeo, e um perfil no Instagram com mais de 60 mil seguidores, onde circulam os destaques da semana e trechos das gravações — um dos responsáveis por transformar o Angu de Grilo em uma comunidade, não apenas em uma sequência de episódios.
Por que o podcast importa
O Angu de Grilo foi indicado ao prêmio MTV Miaw e ajudou a ampliar o espaço de mulheres negras no mercado de podcasts brasileiro no fim da década de 2010, quando poucas produções tinham essa assinatura. Para a trajetória de Flávia Oliveira, representa outra coisa: um projeto próprio, criado fora das redações em que construiu a carreira, e no qual ela aparece como mãe e conversadora antes de aparecer como comentarista de economia.
Para quem acompanha o dia a dia de Flávia Oliveira na GloboNews e no jornal O Globo, o podcast funciona como um contraponto informal ao noticiário televisivo; para quem chega pela conversa entre mãe e filha, é uma porta de entrada para duas visões de mundo que se completam — e que às vezes discordam em público, como acontece com qualquer família.
Onde ouvir
O programa é gratuito e está disponível nas principais plataformas de áudio, com destaque para o Apple Podcasts, onde pode ser assinado e acompanhado com notificação de novos episódios. Para começar, vale ouvir os programas mais recentes pela página oficial do podcast e, depois, navegar pelo histórico de mais de 350 episódios.



