Um século de histórias é o livro que celebra os cem anos do jornal O Globo, fundado por Irineu Marinho em 1925. Lançada em julho de 2025 pela Globo Livros, a obra reúne onze jornalistas de diferentes gerações do diário — Ancelmo Gois, Agostinho Vieira, Arthur Dapieve, Ascânio Seleme, Cora Rónai, Flávia Oliveira, Lauro Jardim, Merval Pereira, Míriam Leitão, Pedro Doria e Toninho Nascimento —, cada um encarregado de revisitar um ângulo da história brasileira pelas lentes da redação.
A curadoria é de Míriam Leitão, e o prefácio leva a assinatura de Alan Gripp, diretor de Redação do jornal. O resultado atravessa temas como política, guerras, meio ambiente, esportes, carnaval, comportamento, tecnologia e cultura, sem ficar preso ao noticiário oficial: os autores contam como grandes coberturas foram feitas por dentro da redação e relembram furos que mudaram o rumo de acontecimentos, numa mistura de memória, reportagem e depoimento pessoal.
O que o livro propõe
Mais do que uma homenagem a um jornal, a obra propõe um retrato de um século de mudanças intensas no Brasil — da máquina de escrever ao jornal digital, do Rio de Janeiro como capital federal à era hiperconectada das redes sociais. Para quem trabalha com jornalismo ou acompanha a história da imprensa brasileira, o livro funciona como documento: mostra como um diário centenário interpretou o país ao longo de diferentes regimes, crises econômicas e transformações culturais.
O formato de autor por tema é uma das apostas da obra. Flávia Oliveira, que construiu a carreira na cobertura de economia, pobreza e desigualdade, assina um dos textos da coletânea — ao lado de colunistas históricos e nomes centrais do noticiário contemporâneo, como o comentarista político Merval Pereira e a colunista de economia Míriam Leitão.
Para quem é o livro
Um século de histórias interessa a leitores de história do Brasil, a profissionais e estudantes de comunicação e a quem acompanha a trajetória do próprio Globo — que completou cem anos em 2025, celebrado com uma série de publicações e eventos. Não se trata de um relatório institucional: os textos são assinados, opinativos e escritos em primeira pessoa, o que os aproxima do estilo das colunas que os autores publicam no jornal.
É, ainda, uma forma indireta de conhecer o trabalho de Flávia Oliveira como autora, ainda que em obra coletiva. Quem acompanha a colunista na GloboNews, na CBN e no podcast Angu de Grilo encontra no livro um lado menos cotidiano da sua escrita: a reconstrução de fatos históricos com o olhar de quem cresceu lendo e depois publicou no jornal.
Como comprar
O livro está disponível em versão impressa e digital. A forma mais direta de garantir o exemplar é pela página do título na Amazon, que traz a ficha completa da edição, incluindo editora, número de páginas e formato.



