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Autobiografia Não Autorizada

Livro
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Livro de humor de Oscar Filho, lançado em 2014 pela Benvirá, com histórias reais contadas por ele e prefácio de Danilo Gentili.

Autobiografia Não Autorizada existe porque um homem de 35 anos decidiu que a vida dele só interessava se fosse contada como piada. Oscar Filho lançou o livro em 3 de abril de 2014, na Livraria Saraiva do Shopping Eldorado, em São Paulo, pela editora Benvirá. Não é memorial de carreira nem prestação de contas. São histórias curtas, escritas por ele, do nascimento em Atibaia até o cotidiano de quem já estava no CQC.

O título não é acidente de marketing. Oscar escreveu o livro no meio da discussão pública sobre biografias não autorizadas e sobre o movimento que pedia controle do biografado. Ele usou a briga para avisar, já na capa, que aquilo não era biografia séria: era ele contando os próprios podres. Perguntado por que alguém daquela idade publicaria a própria vida, respondeu que, no critério tradicional, não teria muito a dizer, e que o humorista busca o lado engraçado.

O que o livro promete, e o que não promete

A sinopse de capa avisa o leitor desconfiado. Passar o aniversário de cinco anos num centro espírita, ser mandado à diretoria no primeiro dia de aula, ser atropelado por uma carroça, interpretar uma cena de teatro no Juizado de Menores e descobrir o próprio nome tatuado nas costas de uma fã entram como exemplos, não como tese. Há também a entrada nada confortável no CQC. O conjunto anunciado é de cerca de cem histórias, em 288 páginas, com ilustração de Ricardo Mephis Gama e prefácio de Danilo Gentili.

Quem espera lição, método ou arquivo confidencial de emissora vai sair frustrado. Em entrevista ao F5 na época do lançamento, Oscar descreveu o livro como coletânea de histórias reais, engraçadas e bizarras, muitas já usadas no stand-up. Disse ainda que escrever funcionou como um jeito de transformar em piada episódios que não queria repetir. Isso é declaração dele, não diagnóstico. O texto não ensina técnica de comédia e não organiza a carreira em capítulos de superação.

Para quem o livro faz sentido

O leitor natural é quem viu o repórter do CQC, quem acompanhou Putz Grill... ou quem topa uma autobiografia cômica sem pedigree de memória política. A editora e a imprensa trataram o volume como provavelmente a primeira autobiografia nacional de um humorista ainda jovem. O dado útil para quem compra é outro: o livro é a matriz do segundo solo, Alto - Biografia Não Autorizada, estreado em 2020. Ler e assistir não são a mesma experiência. Um cabe na estante. O outro depende de palco, locução de Cid Moreira e da plateia.

A divulgação de 2014 mostra o tamanho que o lançamento teve. No dia seguinte, 4 de abril, Oscar seguiu com o livro no Risadaria, em show gratuito e noite de autógrafos no Conjunto Nacional. Em maio passou por A Máquina, de Fabrício Carpinejar, pelo Todo Seu, de Ronnie Von, pelo Programa Silvio Santos, pelo Programa do Porchat e pelo Mariana Godoy Entrevista. Houve sessões em Goiânia, Campinas, Curitiba e Rio de Janeiro. Mônica Iozzi e colegas de elenco apareceram na noite do Eldorado. Ele doou exemplares à biblioteca municipal de Atibaia e, em 2018, ao projeto Leitura no Vagão, do Metrô de São Paulo.

Edição, venda e o que ficou de fora

A primeira edição saiu em brochura, com ISBN 978-85-8240-099-9, tiragem inicial de 10 mil exemplares. Cinco anos depois, em 2019, as vendas contabilizadas publicamente estavam em torno de 7 mil. Em 2021 a primeira edição aparecia como esgotada. Não há, no material público estável, uma segunda edição com acréscimo de texto que justifique tratar outro formato como obra diferente. A rota de compra do volume impresso continua sendo a ficha do livro, com o autor identificado pelo nome de registro, Oscar Francisco de Moraes Junior.

O limite do livro é o limite que o autor escolheu. Nomes de terceiros às vezes ficam ocultos. Não há arquivo documental, cronologia completa nem tentativa de fechar a biografia. Quem quiser a linha do tempo de televisão, cinema e stand-up encontra mais no site oficial e na cobertura de imprensa do que nessas 288 páginas. Quem quiser o Oscar contando a carroça, a diretoria e o constrangimento de entrar num programa de auditório encontra o livro certo.

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Segundo solo de stand-up de Oscar Filho, estreado em 2020 no Teatro Itália, baseado no livro de 2014 e com locução de Cid Moreira.
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Putos Branco
Putos Branco
Vinho branco do Alentejo com nome criado por Oscar Filho e rótulo de Danilo Gentili, importado pela Porto a Porto e pela Casa Flora.
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