Contexto e proposta de Cancioneiro Geral [1962–2023]
Cancioneiro Geral [1962–2023] reúne, em um único volume, os livros de poesia de José Carlos Capinan e uma ampla seleção das letras que ele escreveu entre 1965 e 2023. Organizada pelo jornalista Claudio Leal e pelo pesquisador Leonardo Gandolfi, a antologia foi publicada em maio de 2024 pela Círculo de Poemas e chegou às livrarias com 392 páginas.
Quem conhece Capinan apenas pelas canções encontra aqui a dimensão completa do trabalho poético: os versos de Inquisitorial, Ciclo de Navegação e Confissões de Narciso convivem com letras gravadas por Gilberto Gil, Caetano Veloso, Edu Lobo, Maria Bethânia, Gal Costa e João Bosco. O volume também reúne poemas esparsos, publicados originalmente em revistas e antologias, além de um posfácio assinado por Claudio Leal.
Por que a antologia importa
Boa parte da poesia de Capinan circulava em edições esgotadas. Ao reunir os livros em sequência, o Cancioneiro Geral permite ler a evolução de uma escrita que começou combativa, nos anos 1960, e depois incorporou o amor, a memória e a crônica do cotidiano sem abandonar a preocupação social.
O volume traz textos críticos de José Guilherme Merquior, Ênio Silveira, Gilberto Gil e Luiz Carlos Maciel, além da orelha escrita por Maria Bethânia, que descreve Capinan como autor raro e brilhante. Para pesquisadores de MPB, o livro funciona como fonte direta: as letras aparecem ao lado dos poemas que as alimentaram, mostrando como o poeta e o letrista são a mesma voz.
É uma leitura indicada para quem quer entender o tropicalismo por dentro, para estudantes de literatura brasileira e para leitores que já conhecem as canções e desejam conhecer o poeta por trás delas.

![Imagem promocional do produto Cancioneiro Geral [1962–2023]](https://cdn.autoridades.org/autoridades/jose-carlos-capinam/cancioneiro-geral-1962-2023.webp)


